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Sem excessos nem radicalismo na alimentação

Atualizado em 22 de julho de 2016
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Em geral, ao longo da vida, pouca coisa muda drasticamente na estrutura corporal. Contudo, a necessidade de nutrientes é diferente a cada idade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que 70% do total de calorias diárias consumidas por um adulto venha de carboidratos. Esse percentual é de 55% no caso de crianças.

E para os pequenos que correm, como fica a nutrição? “A atividade física nessa fase requer maior preocupação quanto à ingestão de líquidos”, destaca a nutricionista Heloísa Guarita.

Outra recomendação é a diversidade: “A alimentação deve ser composta por todos os grupos alimentares, garantindo os macro – como carboidratos, proteínas e gorduras – e os micronutrientes – que são as vitaminas e os minerais”, complementa Heloísa.

O maior cuidado em relação à alimentação deste grupo é sobre a incorporação de novos hábitos alimentares, implicando no conhecimento de novos sabores, texturas e cores, experiências sensoriais que influenciarão como irá se relacionar com o alimento para sempre. Portanto, que seja o mais saudável possível.

A nutricionista Priscila Maximino afirma que alguns fatores influenciarão a saúde alimentar da criança, o grau de sobrepeso do indivíduo e o combate à obesidade – que deve começar antes mesmo de o pequeno nascer. E vale lembrar que, além desses fatores, a obesidade é resultante de predisposição genética, alimentação inadequada, sedentarismo e fatores psicológico-emocionais.

Prediletos para muitos, os infames junk foods (“alimento lixo” em inglês, referindo-se às guloseimas com muitas calorias e baixo índice de nutrientes) devem ser dosados.

“É preciso restrições para que a alimentação não se baseie em alimentos pouco saudáveis. Para incentivar os hábitos corretos, são indicados pratos adaptados. Quanto mais coloridos, saborosos e atrativos, melhor. Além de garantir variedade de nutrientes”, salienta Heloísa.

Um ponto destacado por Priscila é o incentivo em escolas: “aulas de culinária, hortas nas escolas e palestras sobre alimentação ajudam a conscientizar para uma alimentação mais saudável”, destaca.

A alimentação rica em gorduras, açúcares e alimentos industrializados não é benéfica em nenhuma fase da vida, assim como os refrigerantes – muito apreciados pelo público infanto-juvenil. “O refrigerante não é proibido, mas deve ser pouco consumido e substituído por sucos e água de coco, por terem mais vitaminas e minerais importantes para o crescimento”, destaca Heloísa. E no caso dos regulares ou diets e lights, a preferência deve ser pelos com açúcar, devido à composição.

O ideal para a ingestão de doces, balas, chocolate e sorvetes é a ponderação: “As guloseimas não devem substituir as refeições, mas podem ser acrescentadas em pequena quantidade, como um pedaço de bolo ou uma bola
de sorvete”, ensina Heloísa, que complementa: “Comer chocolate uma vez na semana não é contra-indicado. Aliado a uma alimentação com todos os nutrientes necessários, fará com que a criança goste de sua rotina alimentar”.

No dia de treino
De maneira geral, crianças de 4 a 12 anos precisam alimentar-se de forma similar aos adultos em relação à atividade esportiva.

:: Antes da corrida: O ideal é uma refeição 1h a 2h antes, para não haver desconforto gástrico. A base da ingestão deve ser carboidratos (como um sanduíche com peito de peru).

:: Durante o treino: Água e bebidas esportivas para reposição.

:: Fim do treino: Depois da corrida, muitas crianças e jovens corredores não sentem fome. Assim, o ideal é esperar de 1h a 1h30 para fazer uma refeição rica em gorduras, carboidratos e proteínas. Esta faixa etária – que está em estágio de crescimento corporal – necessita repor os nutrientes perdidos com a corrida.

 

*Por Marcelo Marcondes