Melhore na corrida usando a nutrologia

Atualizado em 05 de agosto de 2016
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Responda, honestamente: por mais que você tente usar a alimentação a seu favor, você sempre consegue se alimentar apenas com o que faz bem à saúde e em quantidades que farão o seu corpo trabalhar a pleno vapor? Se a sua resposta foi não, fique calmo. Grande parte das pessoas faz parte desse quadro que tem na alimentação uma grande barreira para manter o corpo sempre na melhor forma física.

Realmente, é difícil manter-se na linha quando o assunto é o que mandar para dentro. Mas os exageros cometidos no dia a dia podem trazer resultados muito ruins para o seu organismo. Ficar doente com frequência, ter uma série de indisposições que vão de coisas simples, como a queda de cabelo e o enfraquecimento das unhas, a problemas mais chatos, como a insônia e a queda de energia para tocar os compromissos do cotidiano, podem ser consequência dessa má alimentação. E, o pior, isso também influencia seus treinos.

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Por isso, quem está comendo errado, se alimentando mal e colocando para dentro poucos (ou um excesso de) nutrientes pode ter a nutrologia como aliada. Reconhecida pela Associação Médica Brasileira desde 1978, essa especialidade, também conhecida como Nutrição Clínica, estuda os benefícios e malefícios causados pela ingestão excessiva ou deficiente de nutrientes contidos nos alimentos. Assim, usando dados de carência ou excesso de nutrientes no organismo, é possível diagnosticar enfermidades associadas a maus hábitos alimentares, prescrever regimes para perda ou ganho de peso, tratar pessoas com carências nutricionais acentuadas, além de trabalhar na prevenção de doenças nutricionais crônicas, tais como a obesidade, a anorexia e a bulimia.

Para que você entenda, o corpo necessita de 45 nutrientes, diariamente. Quando estes nutrientes não são consumidos adequadamente, o organismo se adapta, mas essa adaptação acaba resultando em efeitos no equilíbrio da função dos órgãos. Cronicamente, aparecem as consequências desta privação e você fica mais sujeito a doenças, além de fazer treinos muito piores, quando o assunto é corrida.

A lógica é simples. Pense no seu corpo como se ele fosse um automóvel. Se você usar um bom combustível ele funcionará adequadamente. No entanto, combustível de má qualidade fará o carro falhar. Para o corredor essa relação seria com um carro de Fórmula 1. Assim como essa máquina, você precisa do melhor combustível, como o aditivado, para uma melhor performance.

Atenção ao prato
Para quem é corredor, o mais importante é sempre estar atento a possíveis deficiências de aminoácidos, vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais, pois são eles que ajudam no ganho de rendimento. Por isso, procure, sempre, ingerir alimentos que trazem os mais variados tipos de nutrientes, para que você voe baixo na corrida.

Boas pedidas dos mais importantes nutrientes para quem corre estão listadas a seguir. Colocando essas opções com frequência no prato, certamente, o seu desempenho vai dar um pulo.

Ferro: fígado, frutas secas, feijão, nozes, castanha.

Ômega-3: peixes, avelã, gérmen de trigo, soja, espinafre, linhaça.

Zinco: ervilha, castanha-do-pará, cereais integrais, grão-de-bico.

Cobre: carne bovina, banana, alface, cenoura, leite de vaca.

Manganês: abacaxi, aveia, arroz integral, espinafre, chá verde.

Vitamina C: morango, acerola, laranja, brócolis, couve, batata.

Vitamina D: peixes, ovos, leite, iogurte.

(Fonte: Dr. Silvio Laganá de Andrade, médico homeopata, especialista em Nutrologia Médica e Diretor da Clínica Aspin)