Light, Diet e afins: a propaganda enganosa de alguns produtos

Atualizado em 05 de agosto de 2016
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Quando se pensa em algum tipo de regime, é importante, entre outros detalhes, fazer uma reeducação alimentar. E, às vezes, alguns produtos que eram ‘ignorados’ nas gôndolas de supermercados passam a ficar mais visíveis para você. Aqueles que são denominados ‘light’, ‘diet’ e ‘ricos em fibras’ e que, na maioria dos casos, asseguram poucas calorias e gorduras e, consequentemente, algo mais benéfico para sua saúde. É isso mesmo? Infelizmente, nem sempre é assim. A propaganda pode ser, em alguns casos, enganosa.

Segundo especialistas, a falta de informação sobre o que é “light, diet ou zero”, às vezes, pode ser nocivo para sua saúde. Um produto light, por exemplo, contém até 20% mais de açúcares do que seus equivalentes para ‘não perder o sabor’. Ou seja, corre-se o risco de aumento de peso, entre outros problemas. Um diabético desavisado pode ter sua saúde prejudicada caso não tenha um acompanhamento médico.

Recentemente, em uma reportagem publicada no site Veja Rio,  a personal trainer Maíra Tavares, de 31 anos, testou durante dois meses, a troca de uma dieta balanceada com alimentos naturais, como frutas, quinoa e grão-de-bico, por produtos industrializados –que iam de gelatina diet e barras de cereais a sucos à base de soja e pão integral. Após oito semanas, seu nível de triglicérides aumentou, e o colesterol também acabou sendo afetado. Apesar de ainda manter um corpo escultural, deixou de ter shape de fisiculturista. Segundo o relato de Maíra Tavares, ela ficou inchada e ganhou alguns ‘pneuzinhos’.

Veja produtos utilizados pela personal trainer durante o período:

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Petiscos ‘do bem’

Porém, que alguns petiscos vão à contramão. Isso mesmo.  Sabe aquela pipoca que você já pensa em estourar para assistir os jogos da Copa do Mundo? Então, segundo estudos, ela tem propriedades importantes para o nosso organismo. No quesito fibras, o milho integral, que dá origem à pipoca, tem 4,5 gramas de fibras em um saco grande (a gente precisa de 20 a 30 gramas para que o intestino funcione corretamente e elimine gorduras e toxinas).

Não bastasse isso, há outra vantagem: contribui para adiar o envelhecimento, como assegura um estudo da Universidade de Scranton, na Pensilvânia. Rica em polifenóis, antioxidantes concentrados principalmente na casquinha, a pipoca neutraliza os danos dos radicais livres. No entanto, um alerta. Prefira a tradicionalmente feita na panela (claro, sem exagerar no óleo). Aquelas preparadas nos micro-ondas podem carregar gordura trans, substância que, em excesso, ajuda no acúmulo de tecido adiposo no abdômen e a subida do colesterol LDL, que é prejudicial às artérias.