Estudo: qual é a dieta mais saudável?

Atualizado em 27 de junho de 2017
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Você é daqueles que adora seguir a dieta da moda, mas nunca sabe qual é a mais saudável? Fique tranquilo, isso é normal. Existe uma infinidade de opções, incluindo variações de uma mesma dieta, que acabam se tornando populares pelos mais variados motivos. É quase impossível escolher a melhor dentre tantas alternativas. Mas nem sempre a sua eleita é uma boa pedida.

Isso porque, na busca por fórmulas mágicas para emagrecer, alguns alimentos e nutrientes acabam sendo vistos como vilões para a saúde, o que faz com que as pessoas os eliminem da dieta. No entanto, os riscos de tais restrições acabam aparecendo com o tempo.

É o caso, por exemplo, da Dieta sem Glúten. Aclamada por diversas pessoas, inclusive celebridades como Gisele Bündchen, Juliana Paes e Lady Gaga, ela se baseia na restrição a esta proteína. Seus devotos afirmam que ela ajuda a diminuir medidas. Porém, quando não há real necessidade para que o glúten seja excluído da dieta (como no caso dos celíacos, que possuem intolerância ao glúten e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) representam 1% da população mundial), o organismo pode, com o tempo, criar rejeição ao composto.

Outra dieta muito popular que passa pelo mesmo problema é a hiperproteica. Existe uma infinidade de tipos de dietas que visam aumentar o consumo de proteínas e restringir a ingestão de carboidratos. Fique atento: não existe trabalho científico que valide o fato de que esse tipo de intervenção seja benéfico para a saúde. Pelo contrário, estudos sinalizam que, com o passar do tempo, ele pode aumentar a sobrecarga renal, o metabolismo energético e o sistema cardiovascular.

Como descobrir a dieta ideal?

Recentemente o The Journal of Nutrition publicou uma série de estudos que mostram quais são as melhores dietas a seguir. Eles analisaram a Healthy Eating Index (HEI), as dietas Mediterrânea e a DASH.

Para que os resultados fossem obtidos, 424 mil pessoas foram acompanhadas por 15 anos. Os estudados tinham idade média de 62 no início da pesquisa, sendo que 86 mil deles morreram durante o processo. As taxas de mortalidade foram, então, relacionadas a quatro padrões alimentares: consumo de grãos integrais, de legumes, de frutas e de proteínas vegetais. Todas as dietas seguiam esse padrão. E, além disso, se mostraram igualmente eficazes para diminuir problemas de saúde, o que revelou, também, que a adoção de hábitos alimentares saudáveis reduz de 12% a 28% o risco de morte por doenças cardiovasculares ou câncer.

Desta forma, os pesquisadores chegaram a conclusão de que não importa o tipo de dieta que você segue, desde que ela enfatize o básico: grãos integrais, legumes, frutas e proteínas vegetais. Por isso, ao escolher o que colocar no prato, preste atenção na orientação dietética como um todo e não apenas na ingestão de determinado tipo de nutriente ou grupo alimentar.

(Fonte: Fábio Medici Lorenzeti, mestrando no Laboratório de Nutrição e Metabolismo EEFE-USP, professor de Educação Física e Técnico em Nutrição e Dietética)