Água de coco: isotônico com a cara do verão

Atualizado em 05 de agosto de 2016
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Certamente, você já ouviu falar que a água de coco pode ser uma boa aliada de quem corre. Como o isotônico natural, ela tem grande quantidade de minerais e eletrólitos, principalmente, o potássio. Com isso tudo, sua hidratação fica ainda melhor ao tomar a bebida

Em provas ou treinos com temperatura e umidade muito altas o corpo perde muitos desses micronutrientes no suor, o coco acaba sendo uma ótima escolha (e muito eficiente) na prevenção de desidratação e câimbras. Mais: por ter menos calorias e menos carboidratos que as bebidas esportivas, em corridas de curta duração ou para corredores que precisam menos de carboidratos, a água de coco pode até ser mais interessante que os isotônicos. Além disso, por contar com bastante potássio, a bebida também é uma estratégia interessante para hipertensos e pessoas com retenção hídrica.

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Já quando se fala em provas de longa duração, aquelas superiores a uma hora, pode ser necessário recorrer a uma bebida esportiva. Isso porque o carboidrato presente nos isotônicos é a sacarose, que traz como vantagem a absorção mais rápida do açúcar pelo organismo, fazendo com que a recuperação e a geração de energia sejam mais eficientes. No entanto, essa pode não ser uma boa estratégia para quem quer perder peso ou para indivíduos hipertensos. Em 200 ml de água de coco você tem 40 calorias, 8,9g de carboidratos, 40mg de sódio e 320mg de potássio, além de outros minerais e vitaminas.

Quanto tomar?
Fique sempre atento às quantidades ingeridas: para hidratar-se, consuma o equivalente a 150% do peso perdido na corrida, ou seja, se perdeu 500g, deve consumir pelo menos 750 ml de líquidos. Para isso, o ideal é que você se pese antes e depois da atividade física.

Mais uma dica: para melhorar ainda mais a recuperação muscular, tome a água de coco acompanhada por um lanchinho rico em carboidratos e proteínas. Um exemplo prático é pão com peito de peru e queijo branco. E lembre-se: é importante comer logo após o treino, no máximo em uma hora pós-treino, para que a recuperação aconteça de forma mais rápida.

(Fonte: Liane Schwarz Buchman, nutricionista da clínica BodyHealth, Bodytech Eldorado – São Paulo)