8 razões para saborear uma xícara de café

Atualizado em 15 de março de 2018
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A cafeína, talvez, seja o estimulante mais abundante em nossa dieta diária. Podemos encontrá-la em diversos tipos de alimentos – desde refrigerantes e o cafezinho depois do almoço até chás e chocolates. Como agente ergogênico, a cafeína é muito utilizada graças ao seu poder estimulante e devido a fácil absorção por parte de nosso organismo (em 15 minutos já pode ser detectado em nosso sangue).

Para corredores e atletas, pode ser um excelente aliado tanto para o ganho de desempenho – sobretudo nas atividades de longa duração –, quanto para eliminar os quilos a mais.

É comum os atletas serem orientados a evitar o consumo de bebidas com cafeína para impedir a desidratação, o que pode comprometer o desempenho dos corredores, principalmente nos dias mais quentes do ano. Estudos, porém, indicam que sua ingestão não afeta a reposição de água de quem está habituado ao consumo.

A ingestão moderada de cafeína tem um pequeno efeito diurético em alguns indivíduos, mas não afeta a reposição de água em consumidores habituais da infusão, o que significa que bebidas cafeinadas – como café, chás, refrigerantes e energéticos – podem ser ingeridas durante o dia por pessoas que estão acostumadas com o consumo dessa substância. Em outras palavras, se você geralmente bebe café sem exagero, ele não aumentará a urina mais do que uma quantidade semelhante de água.

Veja oito bons motivos para você não deixar de saborear uma boa xícara de café

1. Para dores nos membros inferiores, o ideal é amenizar a intensidade dos treinos, mas, para quem sofre dos incômodos nos ombros e pescoço, uma simples xícara de café pode resolver. Uma xícara antes do início das atividades diárias evita esse tipo de dor. No entanto, vale ressaltar que não adianta exagerar na dose; uma única xícara de café é o suficiente para evitar a dor. Doses elevadas de cafeína podem provocar insônia, irritação e até mesmo desidratar o organismo.

2. A cafeína estimula o organismo a realizar a lipólise (utilização da gordura como fonte de energia). Para atletas que vão encarar longas distâncias, pode otimizar o consumo energético do organismo, uma vez que não dependerá exclusivamente dos carboidratos. Além disso, elimina as gordurinhas extras dos corredores acima do peso.

3. A suplementação de cafeína durante exercícios físicos promove uma significativa melhora na eficiência metabólica, por proporcionar maior mobilização de ácidos graxos livres (gorduras) e redução da oxidação de carboidratos.

4. O consumo da cafeína também melhora o funcionamento do sistema cardiovascular – fundamental para a corrida – e age no sistema nervoso central, aumentando a atenção dos atletas durante a atividade.

5. O uso de pequenas doses no pós-treino, junto com o consumo de carboidratos, otimiza a recuperação dos estoques de glicogênio muscular, acelerando o processo de recuperação muscular.

6. A cafeína reduz a percepção de esforço durante o exercício intenso, o que contribui para a melhora do desempenho. Seja em atletas de modalidades aeróbias quanto anaeróbias.

7. As potencialidades analgésicas da cafeína também contribuem para combater os efeitos atordoantes daquela dorzinha de cabeça.

8. A cafeína tem um efeito particular de melhorar tanto o desempenho físico como mental dos atletas. As principais evidências sobre o seu efeito estão relacionadas a esportes que tem como características provas nas quais tem destaque o trabalho total realizado – o tempo até a exaustão e corridas contra o relógio. Portanto, sua suplementação pode, sim, ser um auxílio para os atletas que treinam regularmente, visto o estresse físico e mental a que estão submetidos.

Vale ressaltar que a dosagem indicada varia de acordo com o peso, sexo e idade do atleta. O indicado é, em média, de 3 a 6 miligramas por quilo (Exemplo: uma pessoa de 70 kg deve ingerir de 210 a 420 mg por dia).

(Fonte: Laís Murta, nutricionista funcional clínica e esportiva e Esportiva)