Master brasileiro é “ranqueador” da FINA

Atualizado em 20 de abril de 2016
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Quando muitos desistem da carreira de atleta pela falta de incentivo, principalmente financeiro, ou a abandonam cedo, pelas limitações físicas da idade ou trazidas pelo próprio excesso de atividades, alguns se demonstram ainda mais “loucos” pelo esporte e por superar os próprios limites.

Aos 87 anos, o advogado aposentado Guilherme Silva, de Catanduva, (SP), é um desses exemplos. Com mais energia do que muitos jovens, ele acumula inúmeros títulos e recordes em sua trajetória esportiva, como o melhor do mundo, na categoria master, nos 100m borboleta e 400m livre revezamento, com as marcas de 2min15s82 e 6min41s36. Segundo a Federação Internacional de Natação (Fina), ele é o único brasileiro entre os dez primeiros em todas as modalidades disputadas.

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Mas se você pensa que bastou para Silva a liderança nas provas mencionadas no ranking mundial, engana-se. O nadador experiente ainda é o segundo melhor nos 50m borboleta e 400m medley revezamento, o terceiro nos 200m livre revezamento e o quarto nos 100m peito, tendo deixado para trás atletas de diversos países, como Estados Unidos, Rússia e Austrália.

Além disso, o nadador logra de dois recordes sul-americanos e quatro brasileiros e do 5º lugar nos 50m borboleta e o 3º nos 200m peito, obtidos ao vencer o Torneio Aberto Brasil Masters de Natação de 2013.

Silva sempre praticou atividades físicas, mas, por incrível que pareça, sua história no nado começou tardiamente, quando ele completou 60 anos. Ele praticava musculação e começou a dar braçadas por hobby, mas por incentivo de alguns amigos, fez primeira competição.

E como deu para perceber, de lá para cá, não parou mais. Além de todos os títulos conquistados, ainda garantiu vaga no Mundial de Montreal no Canadá, do qual não participou por falta de apoio financeiro. Não satisfeito, o veterano se prepara para o Pan Americano, que vai acontecer em julho, na Colômbia, e o próximo Mundial, que será em agosto, na Rússia.

Em entrevista ao site O Regional, de Catanduva, Silva tentou justificar sua paixão pelos esportes. “Acho que sou maníaco, pois não consigo ficar um dia sem praticar”, declarou.

(Fonte: site do jornal O Regional)