Doha: Brasil leva três de ouro no Mundial

Atualizado em 20 de abril de 2016
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O segundo dia de disputas do Mundial de natação em piscina curta (25 m), em Doha, no Catar, não poderia ser melhor para o Brasil. Etapa teve três medalhas de ouro (revezamento 4×50 m medley masculino, revezamento misto 4×50 m medley misto e 100 m peito) e seis recordes quebrados.

No revezamento 4×50 medley masculino, o quarteto brasileiro formado Guilherme Guido (costas), Felipe França (peito), Nicholas Santos (borboleta) e Cesar Cielo (livre) faturou o ouro, com o tempo de 1m30s51, novo recorde mundial da prova.

O “Dream team” do Brasil era favorito, já que contava com o número 1 do ranking mundial dos 50 m peito (Felipe França), o atual campeão mundial dos 50 m borboleta em piscina curta (Nicholas Santos), o tricampeão mundial dos 50 m livre em piscina longa (Cesar Cielo) e o dono do quarto tempo da temporada nos 50 m costas, Guilherme Guido.

Enquanto todos comemoravam, Cesar Cielo já se preparava para encarar as semifinais dos 50 m livre, sua especialidade. Dono do melhor tempo de 2014 na distância, o atleta do Minas Tênis Clube fez o melhor tempo da bateria (20s80) e deixou para trás o atual campeão olímpico, o francês Florent Manaudou, que ficou na terceira posição (20s93). A segunda colocação ficou com russo Vladimir Morozov (20s88). A final de uma das provas mais aguardadas da competição acontecerá amanhã e promete fortes emoções.

O segundo ouro do Brasil veio no revezamento misto 4×50 medley , com a equipe formada por Etiene Medeiros, Felipe França, Nicholas Santos e Larissa Oliveira, que fechou a prova em 1m37s26. O quarteto do Brasil ficou a nove centésimos do recorde mundial, estabelecido pelos Estados Unidos.

Inspirado, Felipe França conquistou sua terceira medalha do dia, nos 100 m peito. Número 1 do ranking mundial na distância, o atleta do Corinthians terminou a prova em 56s29, derrotando, entre outros, o atual campeão olímpico da prova, o sul-africano Cameron Van Der Burgh.

Quem tentou, mas não conseguiu subir ao pódio nesta segunda etapa foi Guilherme Guido, Etiene Medeiros (ambos nos 100m costas) e Marcos Macedo (100 m borboleta). Eles terminaram, respectivamente, na quinta (50s21), Sétima (57s72) e oitava colocações (50s47).

Mais cedo, Daynara de Paula se classificou para afinal dos 50 m borboleta com o sexto melhor tempo (25s54) e quebra de recorde sul-americano. Outra brasileira que bateu o recorde da América do sul na semi foi Larissa Oliveira. Ela completou os 100 m livre em 52s75, décimo melhor tempo, que não foi suficiente para qualificá-la para a decisão.

Na disputa por medalha no revezamento 4×200 m livre mais recorde sul-americanos para o Brasil. João de Lucca abriu a prova para o país e obteve a melhor marca continental da prova individual (1min41s85). Gustavo Godoy, Fernando Santos e Gabriel Ogawa também baixaram seus tempos para dar o recorde continental à equipe brasileira (6min54s53).

Com as três medalhas de ouro obtidas hoje, a equipe brasileira lidera o quadro de medalhas do Mundial de natação em piscina curta ao lado da Espanha. Além disso, o Brasil igualou o recorde de medalhas douradas, que aconteceu nos Mundiais de 1995 e 2010. Agora, na história da competição, o Brasil soma 15 medalhas de ouro, além de sete pratas e 12 bronzes.

Eliminatórias – 5/12 – Terceira Etapa – Eliminatórias às 4h30m e  finais às 13h (horário de Brasília)

4x50m medley F – Brasil
50m costas M – Guilherme Guido e Henrique Martins
200m costas F – sem brasileiras
50m borboleta M – Nicholas Santos e Henrique Martins
100m peito F – Ana Carvalho
400m livre M – Gabriel Ogawa
200m medley M – Henrique Rodrigues
400m livre F – Jessica Cavalheiro e Manuella Lyrio
200m peito M – Felipe França e Thiago Simon
4x100m livre F – Brasil