Juquiá e suas belezas desafiaram atletas da Chauás

Atualizado em 20 de abril de 2016
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Aconteceu nesse sábado, 9 de julho, na cidade de Juquiá, Vale do Ribeira e sul do Estado de São Paulo, a terceira etapa do Circuito Chauás, válida pelo Ranking Brasileiro de Corrida de Aventura (RBCA).

Atletas de todo o Brasil vieram enfrentar os desafios de mais uma jornada, em meio às matas selvagens, de uma região conhecida pelas belezas de fauna e flora, simplicidade de seus povoados e as culturas cultivadas como a do palmito e a da banana.

O Circuito Chauás tem como característica organizar etapas duras tanto fisicamente, mas também com muita orientação e estratégia, elegendo em sua grande maioria trilhas, mata fechada e caminhos dentro do leito de rios. Isso para os corredores torna a corrida uma epopéia em busca da melhor rota, que além de tomar tempo e gerar desgaste físico, vai minando psicologicamente as condições das equipes em busca dos PC’s (postos de controle). Terminar uma etapa da Chauás não é fácil, muitos costumam abandonar ou terminam a prova fora do tempo de corte, isso pelo conceito da organização mais tradicional do país.

Nessa etapa foram duas as formas de inscrição, categoria Light com 45 km em duplas mistas ou masculinas, e a categoria PRO com 75 km também em duplas mistas e masculinas, no entanto, com a categoria solo, mas permitida apenas para atletas reconhecidamente experientes. Ao todo foram mais de 100 atletas em todas as categorias. As provas tinham previsão de durar de 4 a 6 horas para a categoria Light e de 8 a 12 horas para a PRO. Os atletas deveriam praticar a orientação com mapa e bússola, corrida cross-country ou trekking, mountain biking ou ciclismo fora de estrada e canoagem em canoas canadenses.

As modalidades da categoria PRO foram divididas entre os oito postos de controle assim:

Trekking: 22 km
Canionismo: 5 km
Canoagem: 2 km
Corrida: 2 km
Mountain Biking: 44 km

Os mapas foram entregues aos atletas de ambas as categorias na noite anterior ao evento, com tempo disponível para que cada atleta e equipe montassem sua estratégia. Antes da largada todos deveriam levar suas bicicletas ao local indicado pela organização, PC6, para o momento da transição de modalidades. Os atletas deveriam levar consigo durante a prova sua própria alimentação e hidratação, além de equipamentos de segurança e um kit de primeiros socorros. Todos esses materiais são pessoais, e deveriam ser preparados pelo próprio atleta, dentre eles colete salva-vidas, capacete, bicicleta, mochila, entre outros. No entanto, a canoa canadense era fornecida pela organização.

Nas transições entre as modalidades a organização se preocupava em fornecer assistência médica, caso necessário. O evento foi coberto pelas mídias locais e nacionais de Corrida de Aventura, dando força ao evento e aos atletas que carecem de divulgação aos seus patrocinadores.

Correr simplesmente já é um grande investimento em saúde, pois resulta em qualidade de vida para nós e para aqueles que convivem conosco. O esporte socializa e traz benefícios a todos. Mas, a Corrida de Aventura vai além, ela nos coloca em situações onde realmente somos testados ao extremo e o resultado disso se reflete imediatamente em nossas vidas, tornando os desafios do cotidiano meros acontecimentos se comparados aos obstáculos encontrados na mata ou em nossas mentes quando estamos ali com pouca comida, perdidos e cansados na floresta.

Desafie-se para descobrir qual é o seu limite! Venha fazer parte do universo das corridas de aventura e saber do que você é capaz!

Tieni Duro!

Para saber mais sobre essa prova acesse: http://www.chauas.com.br.