Entrevista com Thomaz Bellucci

Atualizado em 20 de setembro de 2016
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O tenista brasileiro Thomaz Bellucci encerra a temporada 2015 no evento-teste do tênis para o Rio 2016, entre os dias 10 e 12 de dezembro. Ele tem todos os motivos para celebrar um ano de recuperação por ter se consolidado como um dos 100 melhores tenistas do mundo. O que não é pouca coisa. Os tenistas costumam jogar, em simples ou duplas, de janeiro a novembro, toda semana, com sol ou em baixas temperaturas, e precisam ser muito competitivos para permanecerem no top-100 da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP). Estar entre os melhores significa entrar direito nas chaves de torneios mais expressivos e com maiores prêmios e pontos, como os Masters 1000 e os Grand Slams (Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e Aberto dos Estados Unidos).

O atual número 37 do ranking, um canhoto nascido em Tietê (SP), fala de como é a pressão em ser o número um do Brasil, do que gosta de fazer fora das quadras e também da classificação para o Rio 2016, de como será enfrentar Djokovic, Federer, Nadal em casa, no maior evento esportivo do planeta, atrás de uma medalha inédita para ele e para o país.

Você chega ao fim da temporada em 40º lugar, entre os 50 melhores tenistas da atualidade. O que você espera melhorar em 2016, o ano olímpico?

Espero fazer uma boa temporada. Não faremos nenhuma preparação específica para os Jogos Olímpicos, mesmo porque o calendário mundial da ATP é muito longo e competitivo. Você sempre tem que estar 100% em todos os torneios e não funciona como outros esportes, que você tem que priorizar certas competições e “queimar” outras. Mas, com certeza, o Rio 2016 vai ser um marco na minha carreira e sei que um bom resultado pode alavancar a minha trajetória em muitos aspectos. A motivação e a superação vão ser muito grandes em poder representar bem o Brasil.

O fato de a quadra ser dura nas Olimpíadas te atrapalha em algo, já que você tem resultados melhores no saibro? Como será a preparação para chegar bem adaptado em agosto?

Não atrapalha. Hoje, para jogar em alto nível você tem que jogar bem em qualquer piso. Venho trabalhando ano a ano para ter melhores resultados na quadra dura. Vou usar o calendário da ATP para me preparar.

Quem são os tenistas que você aponta como favoritos ao pódio olímpico? Dá pra sonhar com uma medalha no Rio 2016?

Ganhar uma medalha olímpica é o sonho de qualquer atleta, ainda mais no seu país… e comigo não é diferente. Vou dar o meu máximo, o meu melhor para representar o Brasil e, quem sabe, conquistar uma medalha. Sei que não será fácil. A chave de uma Olimpíada é semelhante a de um Grand Slam. Estarão no Rio os melhores do mundo. Sem dúvida, os primeiros do ranking: Djokovic, Federer, Murray, Wawrinka, Nadal, etc. são os favoritos. Corro por fora.

E sua alimentação, como é? O que você gosta de comer e que precisa evitar, para não prejudicar sua performance?

É normal, só faço uma dieta sem glúten.

Como é o Bellucci fora das quadras? O que gosta de fazer para não pensar em bolinhas amarelas e raquetes?

Sou bem tranquilo. Como tenho pouco tempo fora das quadras, quando estou fora dela gosto de jogar videogame.