Corredores: como evitar infeccções na pele - parte II

Atualizado em 20 de abril de 2016
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Na segunda parte do artigo sobre infecções na pele, a Drª Luciana Cattini aborda outros problemas que podem afetar os esportistas como a herpes simples.

As pessoas que tiveram contato com o herpes vírus possuem o vírus latente nos gânglios dos nervos. Quando a pessoa tem uma diminuição da resistência imunológica, o vírus começa a multiplicar-se, caminha pelas terminações nervosas e atinge a pele. Na epiderme (primeira camada da pele), produz alteração nas células e surgem pequenas vesículas agrupadas sobre uma pele avermelhada e dolorida.

A exposição solar desencadeia uma diminuição da imunidade, favorecendo o aparecimento das lesões clínicas e, por esse motivo, no verão há um aumento da incidência de casos de herpes labial, embora o frio intenso também seja um fator predisponente.

As atividades físicas podem alterar a atuação do sistema imunológico e predispor um novo episódio da infecção herpética. A exposição solar do lábio inferior durante a corrida e o ressecamento intenso e a fissura labial no inverno são causas de recidiva da infecção.

Cuidados para evitar o herpes labial:

1 – evite contato íntimo com pessoas contaminadas e com lesão ativa;

2 – evite contato com copos, talheres, batom e objetos recém-utilizados por pessoas com lesão recente;

3 – proteja os lábios da exposição solar, usando protetores labiais com ativos hidratantes;

4 – utilize cremes opacos com óxido de zinco e cremes lubrificantes labiais;

5 – lave bem as mãos, caso tenha tido contato com a lesão;

6 – pais portadores de herpes labial devem ter muito cuidado para não contaminarem seus filhos através de beijos, talheres e chupetas.

7 – lisina: aminoácido que, se ingerido diariamente na dose recomendada, pode evitar episódios recorrentes de herpes nos lábios;

8 – HERPES DX: novidade do último Congresso Americano de Dermatologia. Trata-se de um teste genético capaz de detectar, com 80% de sensibilidade, a parcela da população com tendência a apresentar herpes recorrente após a primeira infecção. A vantagem deste método diagnóstico é a orientação e a introdução precoce de terapia de supressão herpética após a primeira infecção, a fim de evitar os episódios frequentes. Não está disponível no Brasil até o momento.