Como reduzir a barriga

Atualizado em 10 de outubro de 2017
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Todos sabem que para reduzir a barriga ou a  gordura abdominal  é fundamental a associação de atividade física com alimentação balanceada. Porém muitos, apesar de investirem nestes dois quesitos, continuam com as medidas ou demoram muito a reduzi-las nesta região, considerada uma das mais difíceis para perder gordura, por um fator que muitos nem chegam a pensar: a postura.

Se desconsiderarmos o tempo que ficamos dormindo, a proporção de horas do dia que muitos passam sentados, em relação ao tempo que ficam em pé pode ser assustadora: mais de 80%! Refeições do dia, deslocamentos em veículos, trabalho, momentos de descanso e lazer (televisão, cinema, teatro, etc.)… mesmo que alguns ainda treinem corridas e façam academia, ainda assim, não conseguem fugir dessa proporção.

A postura sentada desfavorece a contração dos músculos abdominais pela diminuição do comprimento de suas fibras, deixando-as frouxas e inativas. Só esse fator já colabora para redução de gasto calórico local. Outro ponto é que a pele na mesma região fica frouxa também, muitas vezes criando pequenas dobras que, permanecendo por muito tempo, criam aderências. Neste último caso, é só imaginar uma pessoa que fica com o cotovelo dobrado o dia todo e de noite tenta esticá-lo: vai sentir uma leve dificuldade e resistência, como se ele estivesse grudado e encurtado, por conta da tendência que os tecidos do corpo têm de se adaptar à tensão neles gerada. Esta aderência criada dificulta a ação do músculo abaixo dela, reduzindo o uso de energia da região.

Uma alternativa mais acessível para driblar estes problemas — sem ter que procurar um emprego onde você passe a maior parte do tempo em pé– é ficar sentado nos ísquios. São dois pequenos ossos (um de cada lado), bem abaixo dos glúteos, que você sente quando rola sua pelve para frente enquanto está sentado. Para entender faça o seguinte: Sente em uma cadeira que tenha encosto até a parte de baixo das costas, com os pé apoiados no chão (se não alcançá-los no chão, é essencial que tenha algum apoio para eles); incline seu corpo para frente mantendo seu abdômen alongado (como se levasse seu umbigo em direção a sua região genital) sem curvar sua cabeça para frente, apenas acompanhando o alinhamento da coluna, até encostar as laterais da barriga nas coxas (ou laterais de cada peito); agora mantenha a posição e escorregue para trás, até apoiar as nádegas no encosto da cadeira.

Depois, levante seu tronco até encostar a coluna no encosto. Ao final, vai sentir o apoio nos ísquios, um abdômen mais esticado e a coluna mais solta. Se não deu certo com você, pode ser por conta da cadeira, de alguma limitação de coluna e quadril, de consciência corporal, ou mesmo uma interpretação diferente da orientação dada (fique a vontade para me contar aí nos comentários).

A postura citada acima parece solucionar muitos problemas, mas é quase impossível permanecer somente nela por horas seguidas. Assim como qualquer posição que ficamos por um longo período, é cansativo e o corpo precisa se mexer, mudar de posição. A não ser que você possua uma cadeira com tecnologia que permita mudar automaticamente os pontos de pressão do seu corpo, o ideal mesmo é tentar quebrar a contração muscular prolongada, se levantando várias vezes para esticar as pernas, dar uma caminhada (nem que seja de alguns segundos) e tomando cuidado para se manter o mais próximo possível dessa postura mais alinhada.

Falamos muito da posição sentada, pois é uma das que mais presentes no nosso cotidiano, mas isso vale para a posição em pé também. Muitas pessoas, mesmo em pé, tendem a permanecer com a barriga para frente, glúteos para dentro e coluna arqueada. Nestes casos, elas se sustentam em posturas passivas, onde não é necessário o uso de músculos do tronco, pois elas se sustentam nas travas ósseas e ligamentares, não gastando calorias dos músculos. Parece estranho, mas existem muito casos assim.

De qualquer forma, um trabalho corporal e até mesmo terapêutico pode ser necessário para fornecer mais consciência e controle físico, até que a pessoa se corrija da maneira adequada por conta própria ou mesmo de forma automática, gastando mais calorias e quem sabe, reduzindo medidas da maneira mais eficiente e saudável.