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Separando o joio do trigo

Adriano Cunha
Atualizado em 05 de outubro de 2017
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A origem da corrida foi na pré-história, quando os homens precisavam caçar ou fugir de seus predadores. Historicamente, a mais famosa das corridas teria sido aquela que deu origem à prova que conhecemos hoje como maratona. No ano de 490 A.C, um homem teria tido a incumbência de levar até Atenas a notícia de que os gregos haviam vencido os persas na batalha de Maratona.

Claro que isso é apenas uma lenda e que não há indícios históricos de que isso tenha ocorrido realmente, mas o fato é que essa lenda impulsionou a entrada da prova de maratona já na primeira edição dos Jogos Olímpicos modernos, em 1896.

Atualmente, as provas de corrida são parte da modalidade “atletismo” e se dividem em provas de velocidade e de resistência, ou fundo. No mundo das pessoas que amam esse esporte e também tem trabalhos, viagens, compromissos familiares, filhos, e por aí vai, a corrida ganhou muitos adeptos. Isso porque, teoricamente, para correr bastam dois elementos: um tênis e força de vontade.

E esse cenário acabou criando uma resultante que preocupa: o alto índice de lesões na vida dos corredores que chega a 92% (Lopes, A. 2014). O boom das redes sociais trouxe uma grande onda de informações em todas as frentes e na área da saúde não foi diferente.

 

 

Onda com muitas boas informações sobre corrida, com qualidade, e outras nem tanto. Há muitos supostos especialistas que nem uma formação básica possuem (graduação) dando dicas, mostrando exercícios, pregando o que deve ser feito por um iniciante. E isso fatalmente contribui para essa preocupante resultante.

Filtre o que você lê e principalmente o que você vê. Afinal, vídeo demonstrativo pode ser um grande incentivador para a prática do exercício, mas nele não é possível atestar da onde vem a informação propagada. 

Uma forma simples e fácil de filtrar o conteúdo e as informações sobre corrida é saber se a pessoa é formada em Educação Física. Todo o profissional de Educação Física tem que ter o número do Cref (Conselho Regional de Educação Física) e só ele pode prescrever exercícios físicos.  

Faço votos que você não entre nos 92%.

Adriano Cunha

Adriano Cunha

Fundador do Grupo Upper Life (www.grupoupperlife.com), formou-se em Educação Física e atuou como personal trainer e em cargos de liderança por oiyo anos no Instituto Levitas. Além disso, trabalhou e estudou em projetos na USP, InCor e Unifesp, palestrou em centros universitários como FMU, Unianchieta e USCS , e conheceu a área da Educação Física em quatro continentes. Escolhido em 2017 pelo Governo da Catalunha para mapear o mercado brasileiro de corrida no Brasil.

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