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São Silvestre: conheça os atalhos da prova

Atualizado em 29 de dezembro de 2016
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Neste próximo dia 31 de dezembro, acontece aquela que é a mais tradicional competição brasileira: a Corrida Internacional de São Silvestre. Amada por uns e odiada pelo mesmo tanto, a corrida divide opiniões por uma de suas principais características: a muvuca de sua largada (ponto crítico), o que para muitos impede que se desenvolva um “pace” contínuo desde o começo. A prova também tem gargalos na trajetória em si e na chegada. Ou seja, é barba, cabelo e bigode.

Há dois tipos de corredores na São Silvestre: aqueles que almejam tempo e aqueles que estão simplesmente querendo comemorar mais um final de temporada.

Para aqueles que almejam tempo, as dicas são:

– Só há um jeito de largar e correr forte. É ficar postado no curral de largada por 1h30 e ou até mais tempo. Há pessoas que largam lá na frente e para isso ficam até 3 horas esperando no curral, algo que, convenhamos, só vale a pena se a prova for seu sonho de infância;

– Por determinação da Secretária de Segurança Pública, corredores não podem portar garrafas (mesmo plásticas) ao passar por controles de acesso à avenida, assim, muito provavelmente, você ficará na secura todo esse tempo. Hidratar-se muito bem antes de entrar na Av. Paulista talvez seja a única forma de amenizar (mas não resolver) o problema;

– Largue tomando muito cuidado em não se enroscar com outro corredor. O tombo pode ser certo e a massa dos “velozes” não vai parar.

– Para aqueles que não almejam tempo, as dicas são:

– Chegue com uma hora de antecedência, seja para se posicionar na melhor baia (isso se forem respeitadas as tais) ou para simplesmente sociabilizar com a “fauna” de corredores;

– Largue devagar e cuidado com as partes laterais onde focam postadas as câmeras de televisão, local de paradas repentinas de alguns atletas;

– Confira minutos antes da largada se seus tênis estão bem amarrados. Uma parada repentina na multidão pode lhe causar problemas;

– Muito cuidado com as faixas e as placas que foram descartadas ao longo do primeiro quilômetro da corrida. Já vi tombos homéricos devido a elas;

– Use os braços com movimentos vigorosos, afastando aquele corredor mais espaçoso que fica esbarrando em você;

– Nos primeiros postos d’água não tem jeito, muitas vezes é preciso parar literalmente de correr para pegar o seu precioso líquido;

– Paciência é a palavra-chave. Curta a festa;

Para todos os participantes:

– Use protetor solar, bonés e/ou viseiras; apesar de a largada acontecer de manhã, ela larga tarde e na chegada o sol estará a pino;

– Atenção redobrada às condições do asfalto. Ao longo dos 15 km há muitos buracos e imperfeições;

– Levar dinheiro para tomar um metrô, táxis ou ônibus caso desista no meio do percurso é algo que não deve ser esquecido.

Boas festas a todos e nos vemos em 2017!