Treinamento em altitude: descubra os benefícios

Atualizado em 29 de abril de 2016
Mais em Treinamento

Vai subir a serra  para curtir o friozinho? Aproveite para dar um “up” nos treinos e ganhar no desempenho.  Por que os corredores profissionais (de fundo, por exemplo) costumam passar temporadas em treinos de altitude?

O que é?

Em maiores altitudes, a pressão do ar e da densidade é reduzida, resultando na diminuição da pressão parcial de oxigênio. Para resumir: O atleta perde o fôlego muito mais rápido. Há também alterações no ritmo cardíaco.

Portanto, serão necessários alguns dias de aclimatação e treinamentos suaves antes de começar o treino pesado. Neste processo, o corpo tenta compensar os efeitos negativos da altitude e aumenta a produção de eritropoietina endógena (hormônio EPO), segregado pelo rim. Este hormônio estimula a medula óssea a produzir mais glóbulos vermelhos que transportam oxigênio para os músculos e outros tecidos. Por fim, há vascularização muscular e maior desempenho.

Este trabalho, é claro, deve ser supervisionado por um treinador, e nem todos os organismos reagem da mesma maneira. O ideal é treinar em altitude durante quatro ou cinco semanas, e voltar para o terreno plano na data da competição para a qual estiver treinando. Como o corpo ainda está trabalhando com a aclimatação de altitude, o nível de desempenho aumenta.

Depois de algumas semanas, o corpo se acostuma com o terreno plano e o efeito conseguido por correr em uma altitude elevada é perdido.

Saúde
Além da adaptação para uma permanência mais confortável, corredores expostos à altitude podem desenvolver alguns problemas de saúde decorrentes da menor quantidade de oxigênio. A maioria deles está ligada a uma subida sem o respeito à aclimatação. Mas, geralmente, desaparecem com a descida a menores altitudes. Podem acontecer desde mal-estar, náuseas, enjoo, cefaleia, tontura e alterações gastrointestinais até problemas como o mal agudo das montanhas e edemas pulmonar e cerebral.