Diga não à “quebra”

Atualizado em 29 de abril de 2016
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Muitas vezes, ávido por superar uma marca, o corredor acaba indo além da conta e dá de cara com a quebra. Para melhorar sua marca com segurança, é importante saber a diferença entre o ritmo de competição e o de treinamento.

O maratonista Paulo Roberto de Paula, um dos representantes brasileiros na Maratona Olímpica de Londres, acredita que o melhor é focar na preparação: “Todo atleta deve realizar, sob a supervisão de um treinador, um treino que simule o ritmo da competição, para acostumar o corpo ao que vem pela frente e estabelecer os limites”.

Para encontrar o ritmo ideal, Paulo realiza séries de 400 a 1.000 metros, pois, segundo o fundista, são eles que melhoram a capacidade de sustentar o pace. “Tento sempre correr a prova no ritmo próximo dos treinos de 1.000 metros. Mas não corro apenas baseado em estatísticas”, diz. “Ouço o meu corpo. Em algumas corridas, não dá para fi car só no ritmo confortável, porque senão não se alcança um grande resultado.”