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O que fazer quando a dor não vai embora?

Atualizado em 23 de maio de 2018
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O primeiro aviso foi ao atravessar a avenida, olhar para o lado e checar se algum carro estava se aproximando. Senti uma dor, pouco incômoda, que pensei que fosse um torcicolo. 

Dois dias depois eu estava me contorcendo de dor, que só foi aumentando a intensidade. Depois de uma reunião, corri para o hospital e tomei um coquetel de medicamentos receitado pelo ortopedista de plantão. “É torcicolo”, sentenciou o profissional.

Desde então, são dez dias sem correr e a lesão nada tem a ver com os membros inferiores. Mas não consigo correr, puxar ferro ou levantar uma xícara de café pelo braço esquerdo. A dor (sua malvada) começou no pescoço e se alojou no ombro, agora mais intensamente, apesar de ter tomado a medicação prescrita e ter seguido a receita médica por alguns dias conforme a bula.

Sigo sem correr um quilômetro sequer. No sábado perdi um treino de gala com minha assessoria esportiva; e no domingo, fiquei de fora dos melhores 10 km do Brasil (A Tribuna de Santos).

Hora de assumir uma nova diretriz de tratamento e acionar o fisioterapeuta. Afinal, tenho uma meia-maratona daqui a duas semanas. Mas, e quem nessa massa de brasileiros de corredores espalhados pelo Brasil do que não tem o auxílio de um fisioterapeuta? Sugiro voltar ao médico, pronto-socorro inicialmente. Quando fui parar no hospital por causa da dor, era um hospital público do SUS que me atendeu muito bem.

 Deu dor? Pare de correr. Procure um médico. Se não melhorar, não volte a correr; se diminuir, tente correr; e se conseguir correr você está apto a viver. Às vezes, não há o que fazer com a dor.

Nessas horas, vá à corrida aplaudir os colegas!