Mo Farah unifica ouros dos 5.000m e 10.000m

Atualizado em 30 de maio de 2017
Mais em Notícias

Foram pouco mais de 12 voltas na pista do Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio de Janeiro. E Mo Farah venceu de novo. Com o tempo de 13m03s31, ficou com o ouro dos 5.000m – unificando os títulos das duas provas de fundo, depois de vencer, no sábado passado, os 10.000m. Farah agora tem quatro ouros olímpicos: os dois dos 5.000m, de Londres e do Rio, e os dois dos 10.000m, também das Olimpíadas de 2012 e 2016. O recorde mundial nos 5.000m continua com o etíope Kenenisa Bekele, que marcou 12min37s35 em 2004.

O britânico assumiu a ponta na oitava volta, deixando os outros 15 concorrentes – inclusive o time de etíopes e quenianos para trás. Apertado na última volta pelo norte-americano Paulo Chelimo, Farah conseguiu disparar nos 100 metros finais e ficou com o bicampeonato olímpico da prova.

Minutos após a prova, o próprio Chelimo – ao lado de Mohammed Ahmed, do Canadá e Muktar Edris, da Etiópia, foram desclassificados por terem se empurrado e pisarem na valeta interna no meio da disputado.

Desta forma, a prata ia para Hagos Gebrhiwet, da Etiópia, com o tempo de 13m04s35. O bronze ficaria para Bernard Lagat, com 13m06s78. Porém, em nova reviravolta, Chelimo venceu o recurso feito pela federação americana e acabou levando a medalha de prata para casa – com o tempo final de 13m03s90.

Foi a primeira medalha para os Estados Unidos na prova dos 5.000 m masculinos desde 1964. Gebrhiwet, assim, ficou com o bronze e Lagat perdeu sua medalha, que conquistou por apenas 20 minutos.

Em sua rede social, Chelimo agradeceu o “cavalheirismo” de Lagat, que, em entrevista à BBC Sport, afirmou que “não é o espírito certo ganhar sua medalha a partir de uma desclassificação injusta”.

 

Atualizada dia 21/08, às 16h55