Atletas são premiadas com Pierre de Coubertin

Atualizado em 30 de maio de 2017
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*colaboração especial de Pedro Cunácia da Rocha

Muitas imagens marcaram os Jogos Olímpicos Rio 2016. Na disputa da inicial dos 5000m para mulheres, uma cena comoveu a todos. As corredoras Abbey D’Agostino, dos Estados Unidos, e Nikki Hamblin, da Nova Zelândia, se enroscaram e provocaram um acidente, ainda na metade da prova. As duas atletas acabaram no chão e, mesmo atrás das demais adversárias, se ajudaram a terminarem a prova.

Após o choque, Abbey levantou primeiro e só voltou a correr depois que teve a certeza de que sua adversária estava apta para continuar a prova. Depois de alguns metros em movimento, foi a vez da atleta americana acusar as dores. Vendo todo o esforço de D’Agostino, a neozelandesa parou de correr para se certificar das condições da americana. Hamblin finalizou a prova antes de sua rival. Apesar disso, optou por esperar sua oponente na linha de chegada para recebê-la com um abraço, antes de D’Agostino sair da prova na cadeira de rodas.

As duas atletas, que não figuravam entre as favoritas da prova, foram premiadas por esse gesto olímpico. Abbey D’Agostino e Nikki Hamblin receberam do Comitê Olímpico Internacional (COI), a medalha de Fair Play, o espírito esportivo. Um prêmio muito louvável para duas competidoras, que apesar do foco pela vitória, se preocuparam uma com a outra após o incidente.

A medalha Pierre de Coubertin já foi concedida para 17 atletas, que de alguma forma representam o espírito olímpico. O brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima está entre esses medalhistas.