A misteriosa maratona de Pyongyang

Atualizado em 13 de dezembro de 2016
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Sabia que a Coreia do Norte tem sua própria maratona? Maratona de Pyongyang. Desde 1981, ocorre todo ano no mês de abril, em Pyongyang, capital do país, e foi uma prova categoria bronze pela Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, por sua sigla em inglês) até este ano.

Em seus primeiros anos, era unicamente para competidores locais e homens. Porém, em 1984 foi permitido que as mulheres também pudessem competir na corrida. Em 2000 se abriu pela primeira vez para a comunidade de corrida internacional, mas o número de estrangeiros que poderiam correr os 42k era limitado. 

Em 2015, a participação de corredores estrangeiros chegou a ser proibida por causa da epidemia de Ebola, mas as inscrições internacionais foram reabertas já em março daquela temporada. Assim, puderam participar cerca de 200 corredores estrangeiros. Em 2016, ela perdeu o rótulo bronze concedido pela IAAF por não atender às especificações da associação.

Essa prova conta com distâncias de 10k, 21k e 42k, realizadas no mesmo dia. A rota passa pelos mais importantes e espetaculares monumentos históricos em Pyongyang e aproveita cada metro para ensinar às próprias pessoas do país e aos estrangeiros quem manda no país.

O percurso começa no estádio Kim II-sung;. Depois passa por lugares impressionantes como a Torre da Amizade, o Arco do Triunfo, a Torre de Vida Eterna ou a Universidade de Kim II-sung, que foi o fundador do país e vô do atual líder Kim Jung-un. A chegada é no mesmo estádio da largada, onde cerca de 150mil norte-coreanos esperam os atletas. Em 2010, o ucraniano Ivan Babaryka saiu vitorioso, tornando-se o primeiro corredor europeu a ganhar em 26 anos.

 

 

Se você é um dos “corredores pelo mundo” que quer completar essa prova, terá que prestar muita atenção quando contratar os serviços da agência de viagens, porque eles geralmente não são tão específicos a ponto de te levar até a maratona de Pyongyang. A Coreia do Norte vive sob um regime rígido e todos os visitantes estão sujeitos às autoridades locais. Porém, a maioria dos viajantes que se arriscaram a visitar o país tiveram uma grata experiência de turismo.

Esta matéria foi publicada no site Activo México