Funcionário corredor: economia para empresa

Atualizado em 06 de dezembro de 2016
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Estimular a prática de atividade física dentro da empresa não só ajuda a melhorar o ambiente de trabalho, mas traz economia. Pesquisas indicam que um funcionário corredor tende a adoecer menos, é mais produtivo e pode trazer diminuição nos gastos da companhia com planos de saúde, já que muitas enfermidades estão relacionadas ao sedentarismo.

A economia é direta. Os planos de saúde representam o segundo maior custo das áreas de RH das empresas, atrás apenas da folha de pagamentos, e o aumento da sinistralidade nos últimos anos foi de 84%, segundo a Federação Nacional de Saúde Suplementar. Empresas que já adotaram programas de promoção de saúde entre seus funcionários muitas vezes conseguem descontos em reajustes de planos de saúde baseados na redução da sinistralidade e outros benefícios.

Segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS), 379 (34,4%) de 1.101 operadoras de planos de saúde existentes no país oferecem 1.432 programas de promoção de saúde e prevenção de riscos e doenças. No total, esses programas cobrem aproximadamente 1,7 milhão de beneficiários. Para estimular a participação dos clientes nas iniciativas, elas oferecem premiações como incentivo.

“Brindes, descontos em academias, o não pagamento de coparticipação pelos beneficiários em procedimentos/eventos em saúde e custeio de medicamentos/equipamentos e vacinas” são os mais comuns, informa a ANS em nota.

 

 

Dados da Organização Mundial de Saúde apontam o sedentarismo como a quarta maior causa de morte no mundo e o relacionam diretamente ao desenvolvimento de doenças crônicas como hipertensão e diabetes. Ter um funcionário corredor na empresa ajuda a combater a epidemia de custos e enfermidade.

Pesquisas da gestora de saúde Gallup-Healthways indicam que programas empresariais de promoção de saúde de funcionários resultam em aumento da produtividade e engajamento de funcionários e redução de faltas por doença.

A corrida é o esporte perfeito para tirar os empregados do sedentarismo. Pesquisas colocam a modalidade como a segunda preferida dos brasileiros e com um crescimento anual de 20% em número de praticantes. Entre os 6 milhões de corredores estimados no país, 72% têm entre entre 25 e 49 anos de idade; 78% integram as classes A/B; e 62% são do sexo masculino.

Estudos recentes também fazem relação direta entre a prática da modalidade e o aumento da qualidade de vida. A melhora nas funções cardíacas, respiratórias, na absorção de oxigênio e a redução da pressão arterial são apenas alguns dos benefícios, mas já são responsáveis pelo aumento na longevidade de seus praticantes, de acordo com estudo publicado pelo Journal of the American Medical Association.