De enlatados a corredores

Atualizado em 26 de abril de 2016
Mais em Papo de Corrida

Por Karina Dias

A corrida começou a pulsar nas veias dos funcionários da empresa Gomes da Costa em meados de 2013, quando o colaborador (e corredor) Willrobson passou a influenciar seus colegas a irem para as ruas correr — inclusive o presidente da companhia. Naquela época, apenas três pessoas se envolveram com o projeto que visava levar saúde aos colaboradores. Mas o grupo cresceu e atualmente a empresa conta com 20 atletas em São Paulo e dez em Minas Gerais.

Como uma das maiores dificuldades para que o grupo se mantivesse ativo era continuar motivando os corredores a seguir firmes nos treinos, a Gomes da Costa criou neste ano um desafio chamado “Maratona até a Espanha”. A meta é que cada participante acumule nos treinos a distância entre São Paulo e o país onde está a sede do Grupo Calvo, controlador da Gomes da Costa. O trajeto total? Oito mil km!

“Após traçado o objetivo, o grupo ficou ainda mais unido. Depois que começamos a correr juntos, tivemos maior integração no trabalho e uma melhoria na saúde de todos”, afirma Alberto Encinas, presidente da Gomes da Costa. O grupo cresceu e os diretores e o presidente resolveram contratar uma assessoria para oferecer uma preparação melhor e mais adequada para os atletas do time. Um novo motivador para os corredores, que alavancou ainda mais o grupo. “Ao começar a correr comecei a interagir muito mais com colegas de outras áreas da empresa e a conhecer melhor as pessoas que passam a maior parte do dia comigo, com as quais, muitas vezes, o contato se resumia a um simples ‘bom dia’”, enfatiza Anna Caroline Stem, especialista em planejamento financeiro.

Grupo de corrida Gomes da Costa

Cidades/Estados: Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Maranhão, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco e Buenos Aires.
Número de funcionários: 2.000
Quantos correm: 30
Quando implantou a corrida: 2013
Quem treina: Focus Performance, em São Paulo (SP) e Guana Trainer, em Belo Horizonte (MG).

(Matéria publicada na Revista O2, edição 152 de Janeiro/Fevereiro, de 2015)