Como fazer o melhor uso dos seus tênis

Atualizado em 26 de abril de 2016
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“Para correr basta calçar os tênis”. Quantas vezes você já escutou essa frase? Não é por acaso que os calçados de corrida são os melhores amigos daqueles que se dedicam às passadas. Sem a dupla nos pés, muita gente jamais praticaria o esporte.

Mas você conhece bem o seu amigo? Sabe como cuidar dele para que os seus pisantes durem mais? E o momento certo de trocar de parceiro e qual novo companheiro escolher? Descubra um pouco mais sobre esse importante item na vida de um corredor.

Qual é a função dos tênis de corrida?
Os calçados desenvolvidos para esse esporte têm duas funções básicas: proteger os pés e pernas do esforço das corridas e permitir que o corredor desenvolva o máximo do seu potencial. Esse tipo de tênis é projetado para dispersar o impacto que o atleta recebe constantemente no calcanhar, quando os pés tocam no solo a cada passada. A força desses choques chega a até três vezes o peso do corredor. Por isso, o sistema de amortecimento deve ser muito eficiente, capaz de evitar lesões para os tornozelos, joelhos, entre outras partes.

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Outro fator indispensável é a flexibilidade na parte frontal do solado. Isso melhora a aderência, aumenta a sensibilidade e garante conforto. E tem, ainda, os tênis que focam na estabilidade da corrida, fazendo com que você tenha maior apoio durante as passadas.

Como escolher os tênis certos?
As pessoas têm três tipos diferentes de pisadas:

Pronada
A parte de fora do calcanhar toca o chão e o pé começa a rotação para dentro e, somente depois, se endireita. No memento da pronação excessiva, o arco do pé se achata, fazendo com que músculos, tendões e ligamentos, localizados na parte inferior do pé, fiquem mais alongados.

Neutra
A pisada começa com a parte externa do calcanhar, rotacionando ligeiramente para dentro e terminando com a parte da frente inteira alcançando o chão. Esse é o grupo privilegiado de corredores com maior flexibilidade de escolha para seu par de tênis.

Supinada
É a pisada oposta à pronada. Ao se movimentar, o calcanhar toca o solo e o pé inicia uma rotação para fora. A supinação põe uma carga extra nos músculos e tendãos que estabilizam o tornozelo.

Para saber qual é o seu tipo de pisada, algumas lojas especializadas e clínicas de medicina esportiva já fazem o teste – conhecido como baropodometria. Após saber se você é pronador, supinador ou neutro, escolha um tênis certo para a sua pisada. Faça o teste online no Consultor do Guia de Produtos.

Como é a estrutura do calçado?
Os tênis de corrida são formados por cabedal, palmilha, entressola, médio-pé, sola externa, calcâneo e antepé. Se esses nomes não te dizem muita coisa, vale a pena a consulta de cada item.

Cabedal: corpo do calçado, a parte que cobre o pé.

Palmilha: camada, muitas vezes removível, em contato com o pé acima da entressola e que mantém o pé corretamente posicionado dentro do calçado — é possível fazê-la sob medida.

Entressola: localizada entre o cabedal e o solado, controla o amortecimento e os movimentos do calçado.

Médio-pé: produzido em material resistente, forma uma armadura para dar estabilidade.

Sola externa: fabricada com diversas camadas, age conforme as necessidades de cada parte do pé.

Calcâneo: responsável pela estabilidade, amortecimento e impulsão.

Antepé: com o bico levantado para facilitar o movimento da passada, dobra naturalmente a parte da frente do tênis.

Modos de limpar
100% Seco – Após cada treino, deixe o tênis em área ventilada e à sombra, com o solado para baixo. Só não tente acelerar o processo com secador de cabelo, na secadora de roupas ou diretamente no sol, para evitar deformação e ressecamento de espumas e borrachas. O calçado úmido se deteriora mais rápido, até porque suor tem potencial corrosivo.

Trato sem água – Se você correu na chuva, na areia ou grama úmida, limpe seu tênis com uma escova macia. O processo de esfregar, molhar, secar e torcer pode prejudicar o cabedal e o sistema de amortecimento. Prefira um pano úmido no cabedal (dentro e fora) e escova com água e sabão neutro na sola. A palmilha e o cadarço podem ir ao tanque.

Limpeza geral – Se faltar tempo, leve seu tênis à máquina numa bolsa especial, feita em poliéster resinado furado e revestida internamente com escovas. Evite artigos de limpeza, como sabão em pó, amaciantes e alvejantes, que podem reduzir sua vida útil. Deixar de molho nem pensar. No máximo, passe-o por baixo de água corrente.

Direto na máquina – Tenha sempre mais de um par de tênis disponível. A vantagem de não ser fiel a um único modelo é não ter de ficar em casa durante as 24 horas mínimas de descanso do tênis. Esse tempo é necessário para que a borracha da sola volte ao tamanho original e o calçado recupere suas propriedades de amortecimento.

Todos os calçados de corrida têm uma vida útil e, depois, perdem as propriedades de amortecimento e precisam ser substituídos. Os fabricantes costumam marcar entre 300 e 600 km o limite de um tênis, mas o valor pode variar de acordo com o modelo e com o perfil usuário. O ideal é controlar a quantidade de quilômetros percorridos com o item e, a qualquer sinal de incômodo, aposentá-lo.