Antes e Depois: menos 57 kg, mais saúde

Atualizado em 08 de agosto de 2016
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Um simples passeio no shopping com os filhos, em Vila Velha (ES), quase virou um pesadelo. Em dezembro 2011, o diretor comercial Alexandre Rodrigues Favoreto, 37, então com 141 quilos, teve um princípio de um acidente vascular cerebral (AVC) enquanto caminhava entre as lojas com seus três filhos. “Naquele momento, pensei que ia morrer”, conta Favoreto, que estava com a pressão altíssima.

Ele precisava mudar. E conseguiu: apenas em 2013, eliminou impressionantes 57 kg, chegando a 84 kg. Tudo começou naquele shopping. “Meu lado esquerdo começou a paralisar e eu achei que, ali, já tinha acabado para mim”, relata o diretor comercial. Foi para o hospital e sua pressão se estabilizou só na madrugada do outro dia, após ser medicado. Favoreto seguiu sua vida sedentária até janeiro de 2013. “Muita gente achou que eu ficaria daquele jeito pra sempre ou só mudaria com a cirurgia bariátrica”, lembra.

“No dia 29 de janeiro deste ano, eu resolvi mudar de vida, fazer uma dieta”, conta Favoreto. O diretor fechou um acordo consigo mesmo: “se chegasse dezembro de 2013 e eu não saísse dos três dígitos no meu peso, eu faria a cirurgia de redução do estômago.”

O comunicado foi feito à família que, de pronto, se propôs a ajudar. “Apesar disso, todos achavam que seria mais um regime que eu começaria, mas não terminaria.” Junto à dieta, se matriculou em uma aula de boxe com um vizinho. Quatro meses praticando o esporte fizeram com que ele perdesse 10 kg.

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Um dia, indo para a academia para treinar a luta, encontrou Juninho, um amigo de infância que estava correndo. “No dia seguinte, haveria uma prova e ele me convidou para correr”, afirma. “Eu disse que nunca tinha corrido, mas Juninho me garantiu que eu conseguiria, então, pedi que passasse na minha casa para me dar uma carona”, diz. “Na verdade, eu não queria nem um pouco que passasse por lá”, brinca Favoreto.

Às 7h, lá estava o amigo, buzinando na frente da casa de Alexandre. “Fomos correr e me impressionou a quantidade de gente e a diversidade, pois tinham homens, mulheres, gordinhos, magros, jovens, idosos”, explica. A corrida não foi fácil. “Logo no primeiro quilômetro, eu estava cansado demais.”

Juninho, seu amigo, abdicou da prova para incentivar Favoreto nos 5 km de percurso. O diretor comercial já queria caminhar, mas o colega não deixava e dizia para que não parasse de correr. “Quando eu cruzei a linha de chegada, a emoção foi muito grande.”

O amigo foi incentivando Favoreto a se inscrever em outras provas. Foi quando resolveu buscar a ajuda profissional. “Já que eu quero entrar nesse universo, preciso de uma assessoria pra me ajudar, pra eu não me lesionar.” O diretor ainda estava muito pesado e corria riscos praticando o esporte sozinho.

De lá para cá, não parou mais de treinar e, cada vez mais, perde peso com a corrida. “Consegui emagrecer 57 quilos em dez meses, sendo que estou correndo há seis.” Com 84 kg agora, está inscrito em duas meias-maratonas. “Eu não sei quanto tempo vou levar pra cruzar a linha de chegada, mas isso não importa pra mim.”

Segundo Favoreto, “muitas pessoas não acreditaram que eu iria conseguir, por isso, me sinto um vitorioso.” A maior lição que ele passa é essa: “se eu consegui, acho que todo mundo pode conseguir.”

Para o diretor, “a corrida é muito legal, porque é um momento que você tem para parar e pensar, meditar.” Muita coisa na sua vida mudou. “Os meus vizinhos sempre me dão força quando eu saio pra correr e dizem que eu estou bonito. Eu tenho que acreditar, não é?”, brinca Favoreto.

Sua meta é ambiciosa: quer se tornar um ultramaratonista. Ele já correu uma maratona cross-country e participará de uma prova de 24 horas, com 120 km.

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