Antes e Depois: casamento, em forma

Atualizado em 08 de agosto de 2016
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Ela disse sim. Após oito anos de namoro, o arquiteto Bernardo de Alencar Bastos, 28, vai juntar as escovas com sua noiva, Caroline Paraguassu de Sa. Quando começaram a namorar, em 2005, ele estava com sobrepeso, mas com a saúde em dia. “Passados sete anos de desleixo total, sem atividades físicas e com uma péssima alimentação, fiquei com 97,5 kg”, conta o baiano de Salvador.

Com 1,74 m, esse peso o deixava no primeiro grau de obesidade, com o índice de massa corporal (IMC) em 32,04. Nem sempre Bastos esteve assim. “Praticava atividades físicas, principalmente o futebol, minha paixão”, relata. “Costumava jogar quatro vezes por semana e tinha um ótimo condicionamento e estava no meu peso ideal.”

Foi quando ele entrou para a faculdade de arquitetura, em 2003. “A vida de trabalhar e estudar instalou uma rotina totalmente sedentária à minha vida”, garante. “Perdia noites finalizando projetos, vivia cansado e com fome, ou seja, a combinação perfeita para começar a engordar, perder o condicionamento físico e a saúde.”

No começo deste ano, o arquiteto visitou um cardiologista e, além dos 97,5 kg, estava com as taxas de açúcar e colesterol elevadas. “Nem esperei o médico falar nada. Pedi três meses para ele e propus um pacto.” Com a ajuda de um nutricionista e com incentivo da família, Bastos mudou a alimentação e voltou a praticar esportes – mais especificamente a corrida. Sua meta: se casar com saúde e mais magro. “Queria iniciar essa nova etapa da minha vida, com a mulher que amo, com saúde e com o corpo em dia.”

Outro objetivo do arquiteto era voltar a jogar ‘babas’ – como os baianos chamam o futebol. “Sempre que tentava jogar, sentia muitas dores no tornozelo e joelho.”

Sua dieta era totalmente desregulada. “Não tomava café da manhã, almoçava na rua, geralmente massas e frituras, não comia nenhum lanche entre as principais refeições, e no jantar, comia tudo o que via pela frente, quando chegava em casa”, diz. Essa foi uma das maiores mudanças na sua vida. “Sempre tenho um fruta e uma barrinha de cereal comigo, bebo muita água, cerca de três litros por dia, comecei a comer de forma mais regulada, mas não cortei nada do que gosto de comer.”

Com a corrida, o condicionamento físico foi melhorando. O futebolzinho com os amigos também voltou à rotina de Bastos. “Na corrida, só dependo de mim para fazer um exercício. A hora que der, eu vou”, lembra. A atividade virou terapia. “Durante minhas passadas, reflito sobre a minha vida, minha rotina. Consigo pensar em tudo e em nada, ao mesmo tempo. É uma sensação meio doida, mas muito boa!”

Passados sete meses de o início dos exercícios, o arquiteto eliminou 15 quilos, chegando aos 82 kg. Há 45 dias do casório, ele quer mais. “Se chegar aos 80 kg, ficarei contente, mas pode ser até mais.”

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Começar não foi fácil, conta o arquiteto. “Na minha cabeça, estava deixando de estudar ou trabalhar para correr. Sem contar que sentia dores no dia seguinte.” Quanto mais peso ele perdia, mais se animava. Bastos decidiu se inscrever para a sua primeira corrida de 5 km “Acho que quando cruzei a linha de chegada, fui contaminado pelo vírus da corrida”, brinca.

Sua autoestima melhorou, bem como sua saúde. Ele voltou a praticar futebol, sua válvula de escape para o estresse do dia a dia e, com a corrida, está transformando sua vontade de emagrecer em realidade.

“A corrida me trouxe de volta a vontade de superar obstáculos e a certeza de que vou conseguir”, diz. “Ela extrapolou a barreira das atividades físicas e se tornou presente na minha vida.” Hoje, ele afirma: “tenho convicção de que com preparação, garra e força de vontade, consigo qualquer coisa.”

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