4 erros para evitar na volta às corridas

Atualizado em 26 de abril de 2016
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Usar as férias ou a falta de tempo como desculpa para adiar a volta aos treinos acontece. Mas tudo tem um preço. Um deles é voltar às corridas de rua ou provas e cometer  deslizes básicos de quem ficou muito tempo parado, como correr num ritmo acima do que se está condicionado, ingerir alimentos pesados e (até) se estressar antes das provas.

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Listamos quatro desses erros mais comuns e o que você pode fazer para passar por cima deles:

Começar muito rápido
Começar a corrida, dispensando o aquecimento, é um erro comum de quem está sem tempo, porém as dores poderão aparecer mais rápido. A principal finalidade do aquecimento é reduzir as chances de lesões, aumentando o aproveitamento do treino. O aquecimento ajusta a demanda de sangue para as áreas mais utilizadas da atividade – as pernas no caso da corrida. Executar o gesto da corrida previamente com menor intensidade também auxilia a coordenação motora para o momento mais exigido do treino.

A saída: Reduza a intensidade e volume de treino nos dias que antecedem a prova – não adianta “tirar o atraso” na reta final. Com isso, você apenas aumenta o risco de “quebrar” durante a corrida. Treine o ritmo e a estratégia que pretende impor na prova durante os treinos – isso reduzirá muito a chance de fracasso.


Pontadas nas laterais do corpo
Sentir pontadas na lateral do corpo (de lado), normalmente, é um sinal de fadiga. Correr em altas intensidades exige um trabalho aumentado de toda a nossa musculatura, não somente das pernas. Os músculos intercostais, o diafragma, estão trabalhando para manter a respiração adequada à exigência da corrida e quando a intensidade está alta eles também podem apresentar alguns desconfortos.

A saída: correr a prova de acordo com o ritmo feito nos treinamentos, para não sobrecarregar o corpo. Se as dores continuam aparecendo, mesmo em baixas intensidades, é melhor procurar um médico para analisar o caso.

 

Alimentação antes do treino
Quanto maior o desafio, mais complexa será a reposição de água e nutrientes. Se deixarmos faltar o “combustível” ou ingerirmos em excesso, o ritmo certamente irá cair, mesmo para os mais experientes. Nas provas longas, de 40 km ou mais, é recomendada a reposição de carboidrato e água e sais minerais durante toda a corrida.

A saída: evitar alimentos gordurosos, fibras, muita proteína e hidratar-se adequadamente antes de correr são medidas que valem para todas as distâncias. Para as longas, vale também ter uma pessoa apoio durante a prova que possa te entregar alimentos e bebidas


Estresse
A ansiedade pré-prova pode gerar estresse. Mas é bom ter em mente que não temos de fazer nada além daquilo que já realizamos nos treinos. Tudo bem que o ambiente favorece resultados ainda melhores, mas é preciso ter isso em mente. O trabalho físico e psicológico prévio deve ser bem planejado: treinar o ritmo de prova, buscar a auto superação (e não tentar superar outra pessoa), entender e sentir o prazer da atividade são alguns pontos que ajudam muito na redução do estresse, quando bem trabalhados.

A saída: prepare tudo antecipadamente. Calcule o tempo que levará para chegar ao local da prova com pelo menos 1 hora de antecedência. Relembre sua estratégia para a prova e relaxe. Assim, suas passadas ficarão mais soltas. Acompanhe a previsão do tempo. Use a experiência dos seus treinos a seu favor e tenha uma boa prova.

 

(Fontes: Camilo Geraldi, CEO STUDIO, saúde e alta performance, e Rodrigo Lobo, diretor técnico na Lobo Assessoria Esportiva)