Majors, agora, com novas regras

Atualizado em 05 de agosto de 2016
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No último domingo (22 de fevereiro) rolou a Maratona de Tóquio e foi dada a largada da nona edição da World Marathon Majors, com as suas seis grandes maratonas do mundo, que fazem parte do sonho de muitos atletas. Todos os anos, mais de 300 mil pessoas tentam se inscrever para correr em Nova York, Boston, Chicago, Berlim, Londres e Tóquio, mas apenas metade delas consegue participar, segundo dados da World Marathon Majors.

E, a partir deste ano, as regras das Majors foram alteradas pela organização. Para começar, agora a WMM terá ciclo anual, e não mais de dois anos como nas edições anteriores. Com isso, o ciclo deste ano começou em Tóquio e vai terminar também em Tóquio, mas na maratona de 2016. Assim, a prova começa e termina um ciclo. Para que você entenda, o próximo ciclo começa a ser disputado em Boston 2016 e termina na mesma prova no ano seguinte, e assim por diante. Como de praxe, as maratonas da Olimpíada e do Campeonato Mundial são incluídas no ciclo ao qual pertencerem, mas não começarão ou terminarão as séries.

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Com relação às provas, não houve mudanças. As mesmas seis competições continuam fazendo parte das Majors, (que reúne a Maratona de Tóquio, a Maratona de Boston, a Maratona de Londres, a Maratona de Berlim, a Maratona de Chicago e termina com a Maratona de Nova York). Mas a pontuação dos vencedores foi alterada. Até a oitava edição, os cinco primeiros colocados somavam, em ordem crescente, 25 pontos, 15 pontos, 10 pontos, 5 pontos e 1 ponto. Agora, a pontuação passa a ser de 25 pontos para o primeiro colocado, 16 pontos para o segundo, 9 pontos para o terceiro, 4 pontos para o quarto e 1 ponto para o quinto.

O prêmio para o maior pontuador do ciclo continua sendo de US$ 500 mil, mas que agora serão entregues aos campeões do masculino e do feminino ao longo de cinco anos, ou seja, US$ 100 mil a cada ano. O critério de desempate ainda é o confronto direto entre os atletas em uma mesma maratona, mas não é levado em consideração se os atletas pontuaram quando considerado esse confronto. O segundo critério é considerar o atleta que venceu mais provas no mesmo período e, por fim, o terceiro critério é ter a maioria dos votos dos diretores da WMM.

Antidoping
Pensando em inibir os atletas a usarem substâncias proibidas (caso de Rita Jeptoo, vencedora das Majors do ano passado e que foi pega no exame antidoping), a organização também alterou as regras da WMM. Nenhum atleta que tenha sido pego no antidoping está apto a vencer a World Marathon Majors. Para reforçar isso, a organização, junto com a Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF), selecionará um grupo de corredores que serão submetidos a testes adicionais fora do período de competições.