Pelo mundo: duas vezes, Quênia!

Atualizado em 05 de agosto de 2016
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Mais uma vez o Quênia esteve na boca dos corredores no último fim de semana. Primeiro, pela quebra do recorde mundial batido por Florence Jebet Kiplagat na meia-maratona feminina. E, também, pela bravura de Hyvon Ngetich, exemplo de determinação no mundo das maratonas.

A primeira história aconteceu na Meia-Maratona de Barcelona no último domingo (15 de fevereiro), quando Florence finalizou o percurso da meia-maratona em 1h05min09s, estabelecendo o novo recorde mundial para a distância. E essa não foi a primeira vez que a queniana conseguiu o feito. Na versão de 2014 a atleta também havia batido o recorde mundial dos 21 km com tempo de 1h05min12s.

Para a conquista, Florence teve como aliada a temperatura de 10ºC, assim como o ritmo de dois corredores masculinos que acompanharam a atleta durante todo o trajeto. O pace foi tão puxado que, para que você tenha ideia, os primeiros 5 km foram percorridos em 15min38s, ritmo de 3min07s por quilômetro. E, do quinto quilômetro ao décimo os corredores apertaram ainda mais o passo, mantendo o ritmo de 15min23s. Florence passou a marca dos 10 km com 31min01s, média de 3min06s por quilômetro. O ritmo estava tão intenso que ela poderia ser detentora de outros dois recordes mundiais: 46min14s para os 15 km, e 1h01min54s para os 20 km.

Com 1h14min05s, a irlandesa Elizabeth Lee foi a segunda colocada, e a suíça Charlotte Carsson completou o pódio com o tempo de 1h15min24. Entre os homens, Tadesse Abraham, atleta da Eritreia naturalizado suíço, foi a grande surpresa e venceu a prova no sprint final com o tempo de 1h00min42s. O etíope Getu Feleke ficou com a segunda colocação com 1h00min45s e Azmerew Mengistu, também da Etiópia, em terceiro, com 1h00min48s.

Superação sem medida
A também queniana Hyvon Ngetich foi assunto nas rodinhas de corredores durante esses dias. Isso porque, também no domingo, ela completou a Maratona de Austin, no Texas (EUA), engatinhando.

Ela estava correndo bem, chegando a abrir vantagem de mais de 500 metros para a segunda colocada. No entanto, quando faltavam apenas 50 metros para o término da prova, a maratonista desabou no chão, conseguindo ficar apenas de quatro.

A organização do evento e dos serviços médicos ofereceu ajuda à atleta, que preferiu engatinhar até a linha de chegada por saber que ainda poderia ser a vencedora.

Engatinhando lentamente, ela levou cerca de 10 minutos para completar o trajeto restante, quando viu sua compatriota Cynthia Jerop vencer a prova em 2h54min21s. Hyvon conseguiu completar o percurso em 3h04min02s, sob os gritos de entusiasmo e aplausos emocionados do público que acompanhava a corrida. Pelo feito, ela levou US$ 2.000, mesmo valor pago à segunda colocada e o dobro prometido para o terceiro lugar, posição que ela abocanhou.

O que levou a atleta a desabar? Hidratação incorreta. Seu treinador, Edilberto Barros, assumiu que houve um problema com o repositor energético da corredora e que, por isso, ela não conseguiu ingeri-lo durante a prova, perdendo as forças nos metros finais da competição.

Veja o vídeo da prova: