Corra para se manter jovem

Atualizado em 20 de dezembro de 2017
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Caminhar é um excelente exercício para se manter mais jovem. Ninguém contesta essa ideia. As pessoas mais velhas que andam normalmente têm menor incidência de obesidade, artrite, doenças cardíacas e diabetes, e um tempo de vida mais longo do que as pessoas que são sedentárias. Por muitos anos, na verdade, os médicos e os cientistas têm demonstrado o quão longe e rápido alguém pode andar como um marcador de saúde quando as pessoas envelhecem.

Mas os pesquisadores (e os próprios idosos) também notam que a capacidade de andar tende a diminuir com a idade. As pessoas mais velhas, cujo exercício primário geralmente é caminhar, começam a dar passos mais vagarosos e com maior dificuldade, cansando mais facilmente. Muitos, provavelmente, diriam que essa desaceleração física é inevitável. E estudos anteriores até afirmam que os mais velhos começam a usar mais energia a cada passo, o que torna o movimento difícil e cansativo.

Mas pesquisadores da Universidade do Colorado, na Califórnia, passaram a se perguntar se essa decadência da facilidade física dos mais velhos é realmente inexorável ou se isso pode ser retardado ou revertido por outros tipos de exercício e, em particular, com a corrida.

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Para responder a pergunta eles analisaram homens e mulheres com idades entre 60 e 70 anos. Metade dos voluntários caminhou três vezes por semana durante 30 minutos ou mais. Os outros correram seguindo a mesma lógica. E durante os testes os voluntários caminharam ou correram em esteiras projetadas para medir como os pés dos idosos batiam no chão, a fim de avaliar a biomecânica, assim como usaram máscaras que mediam sua ingestão de oxigênio para avaliar como estavam evoluindo nas atividades.

Com isso, chegou-se a conclusão de que os corredores precisavam de menos energia para se mover com o mesmo ritmo que os voluntários que só andavam regularmente. Mais: os resultados ainda mostraram que corredores mais velhos ainda podiam dar as passadas com o pique de jovens atletas.

Caminhantes mais velhos, por outro lado, tinha aproximadamente a mesma economia andando que pessoas sedentárias da mesma idade. Como benefício foi mostrado, apenas, que aqueles que caminham não perdem a capacidade de andar com facilidade.

Os pesquisadores especulam, ainda, que há uma diferença nas células musculares dos voluntários. Exercício aeróbico intenso ou prolongado, como a corrida, é conhecido por aumentar o número de mitocôndrias nas células musculares. Essas mitocôndrias ajudam a fornecer energia para as células. Então, mais mitocôndrias permitem que as pessoas se movam por longos períodos de tempo com menos esforço. Além disso, o estudo também concluiu que os corredores podem ter melhor coordenação entre os músculos que os caminhantes, o que significa que menos músculos precisam trabalhar durante o movimento, resultando em menos energia usada.