Corra devagar para viver mais, diz estudo

Atualizado em 21 de dezembro de 2017
Mais em Notícias

Vez ou outra surgem novos estudos avaliando os benefícios (ou malefícios) da corrida para a saúde. Novo estudo, tenta demonstrar que fazer muito exercício poderia ser tão ruim para o corpo quanto o sedentarismo. Cientistas dinamarqueses do Hospital Frederiksberg, em Copenhague, chegaram a essa conclusão depois de analisar dados do Copenhagen Heart Study, tendo como resultado o fato de que aqueles que correm mais rápido (com pace superior a 5min/km) teriam nove vezes mais chances de morrer prematuramente no prazo de 12 anos do que aqueles que têm um ritmo mais calmo, de cerca de 7min/km, e que dão suas passadas duas ou três vezes por semana.

Os pesquisadores analisaram 1.098 corredores e 3.950 não-corredores, saudáveis, mas sedentários há 12 anos. Em seguida, os corredores foram dividiram em grupos de corrida leves, moderadas e extenuantes, sendo que eles correram por uma, duas ou quatro horas semanais. A frequência ótima de corrida, para os cientistas, foi de duas a três vezes por semana, ou menor ou igual a uma vez por semana. E o ritmo ideal era lento ou médio. Com isso, a menor taxa de risco para mortalidade e que faz você viver mais foi encontrada em corredores leves, seguidos pelos moderados e corredores extenuantes, esses últimos com quase o mesmo risco de mortalidade que os sedentários não-corredores.

leiamais-cinza-novo
icon texto_menor  CALORÃO: TOME CUIDADO COM A DESIDRATAÇÃO
icon texto_menor  COMO O CANSAÇO PODE ATRAPALHAR A CORRIDA
icon texto_menor  CORRA PARA MELHORAR A SUA IMUNIDADE

Durante a pesquisa foram registradas 28 mortes entre os corredores e 128 entre os sedentários. Em geral, os corredores eram mais jovens, tinham menor pressão arterial e menor índice de massa corporal, assim como a menor prevalência de tabagismo e diabetes.

Menos é mais?
Os resultados estão longe de ser conclusivos, como comentam os próprios autores do trabalho. Isso, também, por conta da quantidade de corredores de alta intensidade, representados por uma amostra de apenas 127 pessoas, o que pode ser muito pouco para permitir generalizar conclusões sobre taxas de mortalidade.

O objetivo da pesquisa foi tentar descobrir qual a dose ideal de exercício, que, segundo os pesquisadores, seria praticar corrida de 1h a 1h20 por semana, com a carga dividida ao longo de até três dias. Isso em ritmo lento. Para eles, o ritmo de corrida muito vigoroso pode trazer prejuízos se for realizado desta forma por décadas, o que representa riscos para a saúde, especialmente para o sistema cardiovascular. Assim, os pesquisadores sugerem que se o objetivo do corredor for diminuir o risco de morte e melhorar a expectativa de vida, o ideal é correr somente algumas vezes por semana. Qualquer ritmo mais acelerado ou com intensidade superior a quatro horas semanais, segundo eles, não é apenas desnecessário, mas pode ser prejudicial.

É essa a discussão que gera a grande polêmica… Afinal, até mesmo corredores amadores que têm como foco provas maiores, como a maratona, treinam com volumes semanais muito maiores do que os recomendados. Isso porque praticar uma atividade física, em busca da melhora na qualidade de vida e do bem-estar, é muito diferente de ser esportista, quando o atleta precisa ir cada vez mais rápido para conseguir ganhos na corrida.

E você o que pensa sobre o assunto? Deixe seu comentário aí embaixo e participe dessa discussão.