Parceiro de corrida: cada um, cada um

Atualizado em 29 de abril de 2016
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Essa é uma situação bastante chata entre os corredores de rua, mas comum. Depois de começar a investir nas passadas com um companheiro de corrida, você percebe que o seu ritmo e o dele já não são mais os mesmos, o que faz com que os treinos não sejam proveitosos. O que fazer?

O mais indicado é que os dois sejam sinceros e que passem para novos tipos de treinamentos. É preciso ter em mente que cada corredor tem seu próprio pace e, quando se corre com parceiros, ambos devem ter ciência do ritmo aplicado.

O ideal é que ao perceber que um dos atletas está com o ritmo muito forte, ou muito fraco, o outro corredor o libere dizendo que o ritmo não condiz com o seu condicionamento físico e que está difícil acompanhar as passadas. Isso desde que o mais lento conheça o caminho e esteja em condições de ir até o final do treino, é claro.

Sendo verdadeiro com o seu companheiro de corridas e com o seu próprio corpo não haverá nenhuma saia justa e as passadas continuarão evoluindo da melhor forma.

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E se acontecer durante a prova?
Você treinou todo o tempo com um companheiro para uma prova. Mas, durante o percurso sentiu que poderia correr mais rápido que o seu parceiro de corrida. Qual é a maneira correta de deixar o seu amigo para trás sem se sentir como se o estivesse abandonando?

Nesse caso, a comunicação também é fundamental. Por isso, durante a corrida, fale abertamente com seu amigo sobre como você está se sentindo. Não tenha medo de dizer: “Este ritmo é muito rápido para mim. Vá em frente” ou “Eu me sinto muito bem e vou acelerar um pouco mais”. Deixe-o saber o que você pretende fazer.

Também, é importante ter um plano de corrida. Certifique-se de falar para ele os detalhes dos seus objetivos e de suas estratégias de corrida. Assim, caso isso aconteça, seu companheiro entenderá o porquê de você ir mais rápido. Além disso, seja autossuficiente. Não deixe com o seu parceiro o que você vai precisar durante a corrida como geis ou sua garrafa de hidratação. Caso você tenha que disparar (ou ficar para traz) é preciso ter tudo ao seu alcance.

(Fonte: José Eduardo Pompeu, professor da Bodytech Market Place – São Paulo)