7 dicas para correr com um parceiro

Atualizado em 29 de abril de 2016
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Atividade física e socialização sempre andaram juntas no âmbito do esporte e do exercício recreativo.  É comum ver em academias, parques, quadras e clubes pessoas treinando em dupla, em trio ou até em equipe, dependendo do esporte. Na corrida de rua não é diferente. Ter companhia durante a atividade traz benefícios no desempenho e muitos preferem ter alguém ao lado para tomar como incentivo para continuar treinando. Essa é uma forma de motivar quem está começando na corrida e ainda não pegou o ritmo dos treinamentos.

No entanto, essa situação deve respeitar alguns princípios para não prejudicar o seu progresso, em vez de ajudar no ganho de performance. Isso porque, ao treinar acompanhado, você precisa tomar cuidado para não deixar seu objetivo com a corrida em segundo plano, o que é muito comum. De nada adianta você socializar se a meta principal estabelecida por você para as passadas (que pode ser uma prova ou melhorar o tempo na corrida, por exemplo) não for atingida.

Pensando nisso, listamos sete dicas para o melhor aproveitamento dos treinos com companheiros de passadas.

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1.    Nível de condicionamento físico parecido
Para ter um melhor aproveitamento da companhia durante os treinos, você deve escolher parceiros que tenham níveis de condicionamento físico parecidos com o seu. Isso evita que a percepção de esforço entre os praticantes se distancie muito da característica daquele treino.
Procure correr com pessoas que sigam o mesmo ritmo ou que treinem o mesmo volume que você para evitar possíveis desgastes e sobrecargas exageradas.
No caso de querer melhorar um pouco o ritmo ou querer fazer um treino mais intenso, procure escolher pessoas que irão treinar no ritmo pretendido por você.

2.    Converse sobre os seus objetivos
Se você e o seu parceiro farão todos os treinamentos juntos, é preciso ter objetivos similares. Se a sua meta é, simplesmente, completar uma determinada corrida ou ganhar velocidade nas passadas, fale sobre isso (de antemão) com o seu companheiro, para que vocês dois tenham a mesma pegada.
 
3.    Estratégias nutricionais durante o treino
Apesar das atividades com mesma característica necessitarem demandas metabólicas semelhantes, as estratégias nutricionais antes, durante e após cada atividade devem respeitar necessidades individuais. Não deixe que a influência do seu amigo na ingestão de certos alimentos ou suplementos durante a atividade seja seu indicador de dieta. Procure um profissional qualificado para orientações sobre as necessidades alimentares específicas para suas atividades.
 
4.    Frequência cardíaca ou percepção de esforço subjetivo
A frequência cardíaca é um ótimo indicador de intensidade durante a sua corrida. Caso você tenha feito alguma avaliação ergométrica, o dado se torna muito fiel, podendo ser o seu parâmetro para os treinos.
Mas quando se treina em dupla, mesmo com parceiros de mesmo perfil de condicionamento e idade, podem ocorrer diferenças significativas entre frequência cardíaca e percepção de esforço subjetivo, e isso alteraria a intensidade do treino. Por isso, caso opte por utilizar a frequência como referência, procure sincronizar bem esses dados. A percepção de esforço subjetiva em indivíduos com mesma aptidão física, por mais individual que seja, pode ser um bom caminho quando se treina acompanhado.

5.    Tenha um mesmo plano de treinos
Uma vez que vocês têm uma corrida meta ou um objetivo, é preciso escolher um plano de corrida que funciona para ambos.

6.    Esteja disposto a fazer ajustes
Quando começar a correr, tanto você quanto o seu parceiro podem achar que serão precisos alguns ajustes nas metas de treinamento e nas corridas iniciais. Certifique-se de que seus objetivos ainda estão em sintonia. Mas, caso isso não aconteça, discuta sobre quais tipos de mudanças devem ser feitas.

7.    Dicas de amigos
É comum dividir experiências com seus companheiros de passadas sobre as diferentes atividades, modalidades, dicas de calçados, suplementos, mecânica da corrida, treinos complementares de força, etc. Quando o tema é atividade física e exercício todo mundo entende um pouco de algo e as dicas correm soltas entre os praticantes.
Mas saiba que cada pessoa tem um biotipo, uma estrutura física ou anatomia estrutural, e isso traz diferenças na corrida que são refletidas no tamanho e tipo da passada, no gesto motor, na mecânica de corrida, e na postura.
Dicas sobre o uso de certos calçados, mudanças da mecânica da corrida e treinos complementares de força só devem ser alterados ou prescritos de forma individual, atendendo a necessidade e a segurança de cada praticante. Para isso, deve ser feita uma avaliação que mostre as adaptações ou mudanças que serão necessárias para você melhorar na corrida.

(Fonte: Felippe Norimatsu, professor responsável pelos treinos de corrida na Reebok)