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Eliud Kipchoge adota estratégia do "menos é mais"

Atualizado em 06 de junho de 2018
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Adorei saber que o queniano Eliud Kipchoge está pensando em competir menos maratonas e ainda avalia se defenderá o Quênia no próximo Campeonato Mundial de Atletismo. O anúncio foi feito após sua vitória em abril, quando se tornou campeão da Maratona de Londres.

Dono da marca de 2h00min26s no Breaking2, projeto da Nike que é sua patrocinadora, o sorridente corredor quer focar a quebra do recorde mundial que consagraria seu reinado como o maior maratonista da década (para alguns, da história). Repetir a qualidade de suas vitórias é tarefa ainda sem sucessor no cenário atual de corridas.

No meu tempo, competir na categoria amadora era correr, no máximo, de duas a três maratonas. Profissional? Menos ainda – no máximo, duas provas para obter bons resultados. De uns anos para cá a participação em maratonas foi banalizada. Vemos vários desafios “pessoais” de corredores amadores competindo uma maratona por mês ou até mais, algo impensável no treinamento desportivo.

Se Eliud Kipchoge mira uma corrida de alto nível, é necessário um preparo focado e objetivo para tal. Não é correndo atrás de cachês como faz a nossa elite (que o faz por questão de sobrevivência, infelizmente) que conseguirá atingir marcas excepcionais.

A pergunta que faço: queremos a quebra de recorde ou melhor marca da maratona (ao menos sua tentativa bem executada e não aleatória), ou queremos circo para que em toda santa corrida fiquemos especulando se haverá quebra de recorde na distância?

Eliud Kipchoge, para o bem das competições, tomou a decisão acertada: menos é mais.