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Vai correr no frio? Fique de olho nestes pontos

Adriano Cunha
Atualizado em 30 de maio de 2018
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Correr no frio exige alguns cuidados específicos que muitos corredores já tiram de letra: vestuário específico e dar mais atenção ao aquecimento antes do treino, por exemplo, são corriqueiros para a atividade em baixas temperaturas. Há, ainda, diferenças que devem ser levadas em conta, que acontecem dentro de nós. Embora a gente viva em um país tropical, o corpo funciona de uma forma sagaz no inverno. Para manter a “casa” em ordem, na condição térmica adequada em repouso e em movimento, o corpo ativa reações metabólicas e a termorregulação (Carvalho, 2010).

Em outras palavras: quando corremos no calor, o corpo trabalha para diminuir a temperatura corporal por meio de processos como a vasodilatação — os capilares sanguíneos se aproximam da superfície da pele e promovem maior perda de calor pela evaporação do suor. Dessa forma, é baixada a temperatura da pele. No frio, acontece o oposto: esse processo é pouco exigido para se poupar a temperatura corporal e evitar a perda do calor. Essa parte biológica é fundamental para o nosso organismo, mas há um lado prático quando se fala em temperaturas, tanto as altas quanto as baixas, e é em relação a este fato que suas escolhas irão interferir, já que as biológicas e climáticas estão fora do nosso controle.

Hidratação

A ausência da hidratação adequada acelera o ritmo cardíaco, diminui o volume sanguíneo e causa sintomas como taquicardia, dor de cabeça, cansaço e vertigens. Em cenários mais extremos, pode levar à queda de pressão arterial e à perda de consciência. Ao correr no frio, nosso corpo gasta mais energia do que no calor. Eis a necessidade de cuidar da hidratação para manter as funções em equilíbrio.

Priorize atividades ao ar livre

Um cuidado relevante também é tentar fazer atividades outdoor, porque a falta de exposição ao sol diminui a produção de vitamina D, que ajuda a manter a imunidade em dia. Correr na esteira é bom, mas só ficar nesse ambiente fechado pode representar um atalho para a propagação de vírus. Dentro do possível, varie suas sessões e vá correr ao livre.

 

Atenção ao banho

Por último, um cuidado muito importante: priorize o banho depois de treinar. Depois de um esforço intenso, a temperatura corporal se eleva como coloquei anteriormente, e não é nada recomendável permanecer muito tempo exposto a uma troca repentina de temperatura. Essa variação, aliada à alteração da imunidade, faz com que aumentem as chances de sofrer as consequências de uma gripe ou de problemas respiratórios. Acabando o treino, corra para a casa e entre no banho. Bons treinos!

 

 

Adriano Cunha

Adriano Cunha

Fundador do Grupo Upper Life (www.grupoupperlife.com), formou-se em Educação Física e atuou como personal trainer e em cargos de liderança por oiyo anos no Instituto Levitas. Além disso, trabalhou e estudou em projetos na USP, InCor e Unifesp, palestrou em centros universitários como FMU, Unianchieta e USCS , e conheceu a área da Educação Física em quatro continentes. Escolhido em 2017 pelo Governo da Catalunha para mapear o mercado brasileiro de corrida no Brasil.

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