Doping mecânico: belga abandona ciclismo

Atualizado em 12 de abril de 2017
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A ciclista belga Femke van den Driessche, de apenas 19 anos, anunciou nesta quarta-feira (16) que não irá se defender das acusações de ter usado doping mecânico no Mundial Sub-23 de Cyclocross, realizado em janeiro, em Zolder (Bélgica) e que também não seguirá mais no ciclismo.

Durante a prova na Europa, Femke foi flagrada com uma bicicleta com um motor interno, e alegou que o equipamento foi emprestado por um amigo da família, que sua bicicleta quebrou em uma disputa do Mundial, e que nem ela nem sua equipe sabiam da adulteração. O ex-piloto belga Nico van Muylder admitiu ser o dono da bicicleta, mas de acordo com a União Ciclística Internacional (UCI) tanto o atleta quanto sua equipe são responsáveis pelos equipamentos que utilizam e precisam seguir as regras e obrigações.

Mesmo com o anúncio de que não competirá mais profissionalmente, o processo contra a atleta belga não será interrompido pela UCI. De acordo com a comissão disciplinar da entidade, Femke optou por não apresentar sua defesa contra as acusações que vem sofrendo, e pode ser condenada a pagar multa de cerca de R$ 750 mil, suspensão mínima de seis meses e até mesmo ser banida do esporte, medida que o presidente da UCI, Brian Cookson, defende como maneira de coibir novos casos de doping mecânico.
Operação pente fino

A descoberta do doping mecânico na Bélgica fez com que a UCI aumentasse o controle e as inspeções surpresas em eventos organizados por eles, como o Mundial de Pista, ocorrido de 2 a 6 de março, em Londres. A fiscalização também deve atingir com mais rigor as grandes voltas europeias, como o Tour de France.