Estudo dimensiona benefícios da ciclovia

Atualizado em 05 de agosto de 2016
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Pesquisadores da Nova Zelândia dimensionaram em valores os benefícios que o investimento em mobilidade urbana trazem para a cidade. De acordo com um estudo publicado pela revista norte-americana científica “Environmental Health Perspectives”, do Instituto Nacional de Ciências de Saúde Ambiental, para cada um dólar gasto pelo governo na construção de ciclovias, podem ser economizados até 24 dólares. O valor está relacionado à redução de custos com saúde, poluição e tráfego.

No artigo, seis pesquisadores analisara Auckland, a maior cidade da Nova Zelândia. Usando métodos da agência de transporte local para calcular índices indicativos de custo-benefício, chegaram à conclusão que os benefícios de todas as políticas de mobilidade superam os danos entre 6 e 24 vezes.

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iconezinho  ESTUDO MOSTRA QUE MAIS PESSOAS PEDALANDO BENEFICIAM ATÉ MESMO QUEM NÃO UTILIZA BIKE

“Estima-se que essas mudanças trariam grandes benefícios para a saúde pública nas próximas décadas, em dezenas de dólares para cada dólar gasto em infraestrutura. Os maiores benefícios serão a redução da mortalidade por todas as causas”, completam no artigo.

Outro ponto levantado pelos autores é que, se a Prefeitura da cidade construísse uma rede de ciclovias segregada e diminuísse a velocidade de tráfego, o tráfego de bicicletas poderia aumentar em 40% até 2040.

E embora o estudo tenha se resumido a Auckland, os pesquisadores acreditam que os princípios gerais se aplicam a qualquer cidade em que há predominância de carros.

“Auckland é muito semelhante em design e padrões de transporte de muitas cidades norte-americanas, por isso, esperamos que nossos resultados sejam relevantes também para outros lugares” , explicou Alexandra Macmillan, da Universidade de Auckland e principal autora do artigo, em entrevista ao site “Co. Exist”. “Acredito que a maré esteja mudando, tanto na Nova Zelândia quanto em muitos outros países que têm negligenciado a bicicleta nas duas últimas décadas “, completou Alastair Woodward, co-autor do estudo.

Foto: Leonardo Trindade