Kreuziger: "Era impossível acompanhar Contador"

Atualizado em 28 de abril de 2016
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Por Tadeu Matsunaga

Roman Kreuziger (Astana) – era um dos eventuais favoritos ao título do Giro d´Italia 2011, o tcheco , no entanto, parece ter visto a dimensão e dureza que é enfrentar Alberto Contador (Saxo Bank) nas montanhas. O espanhol não tomou o menor conhecimento dos rivais, emplacou sonoros 50 segundos de vantagem sobre o grupo dos concorrentes e vestiu a maglia rosa.

Kreuziger encerrou sua performance no Etna no mesmo grupo de Vincenzo Nibali (Liquigas), vestiu a camisa branca (melhor jovem), mas não teve forças para acompanhar Contador e seu fulminante ataque a 6 km da meta.

“Foi impressionante”, disse Kreuziger. “Olhei, ainda tinha dois companheiros de equipe, mas nem sequer tentei ir atrás dele, porque eu sabia que não poderia impedí-lo.”

Michelle Scarponi (Lampre) foi um dos poucos que atacou e ousou neutralizar a investida de Contador, mas o italiano não conseguiu permanecer muito tempo na roda do espanhol e também desistiu de duelar na escalada.

“Eu até estava desapontando e imaginando como seria se tivesse tentando perseguí-lo até o topo do Etna”, lembrou o tcheco. “Mas depois que vi Scarponi sobrando, achei que tivesse feito a escolha certa.”

Com Contador um degrau acima dos demais, restou a Kreuziger centrou manter o foco em uma outra corrida, para aqueles um nível abaixo do espanhol. Apesar do esforço, ele sentiu dificuldades momentos antes de cruzar a meta. “Mantive minha tática, mas sofri quando Nibali atacou a 1 km do final. Tive alguma dificuldade para acompanhá-lo”, ressaltou. “Na sequência, me juntei ao Arroyo, mas senti o desgaste.”

Dificuldades a parte, Kreuziger se manteve otimista. “Sempre soubemos que Contador era um forte rival e hoje mostrou um desempenho impressionante. Mas não tenho porque me desesperar. O Giro é muito difícil e começou, definitivamente, hoje.”