Tendinopatia de Aquiles

Atualizado em 04 de dezembro de 2014
Mais em

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Por Ricardo Bassani | Infográfico Erika Onodera[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_gallery type=”image_grid” interval=”0″ images=”14926465433″ onclick=”link_no” custom_links_target=”_self” img_size=”full” el_class=”img-porquedoi”][vc_column_text]Empolgado com seu rendimento, você confunde uma dor atrás do calcanhar com suas queixas musculares, e insiste em correr. O problema aumenta, e num triste dia você experimenta um rompimento do tendão de Aquiles. Os estágios seguintes: dores lancinantes, cirurgias e uma longa recuperação. Mas você pode mudar essa história!

O tendão de Aquiles é um tecido fibroso que liga a musculatura da panturrilha ao calcanhar, responsável por movimentar os pés para baixo. Ganhou esse nome da mitologia grega — por causa da única parte vulnerável do herói das guerras, e a expressão virou sinônimo de “principal fraqueza”. O tendão de Aquiles é o mais exigido. Mesmo capaz de suportar 12 vezes o peso do corpo, o tendão de Aquiles sofre com o impacto provocado pelas corridas, diretamente proporcional à massa corporal e à velocidade do corredor. A pressão maior do que a resistência resulta em irritação, inflamação ou degeneração do tendão. A ruptura espontânea do tendão de Aquiles também é frequente. Ela ocorre motivada pelas chamadas doenças de base (tabagismo, colesterol alto, diabetes, hipertensão) ou medicamentos (anabolizantes, grupos de antibióticos, remédios contra acne).

Como acontece
As lesões de tendão (tendinopatias) incluem tendinites na parte interna e na externa (paratendinite), evoluindo para degenerações (tendinose). O tendão de Aquiles é revestido por uma membrana (paratendão) cuja cicatrização após qualquer ferimento provoca dores quando muito movimentada (paratendinite). A continuidade dos exercícios, com o aumento da temperatura e a flexibilidade do tendão, faz desaparecerem essas dores, mas deixa a cicatriz mais espessa e menos elástica. A insistência do corredor em treinar torna as dores maiores e mais frequentes, e a doença (tendinose aquiliana), gradativa e de longo prazo, enfraquece os músculos da panturrilha. Com a degeneração do tendão, aumenta a possibilidade de rompimento grave. E aí, só com cirurgia.

O diagnóstico da tendinopatia de Aquiles deve ser feito por especialista, e vai da palpação do local a exames de ultrassom e ressonância magnética. Nesse ponto, a atividade esportiva já deve ter sido interrompida. O tratamento analgésico e anti-inflamatório, com fisioterapia, dura até 12 semanas.[/vc_column_text][vc_tabs interval=”0″ el_class=”porquedoi”][vc_tab title=”Causa” tab_id=”1413811986-1-481ee3-ca31″][vc_column_text]• Excesso de peso
• Qualquer treinamento de alta demanda
• Pronação ou supinação excessivas
• Aumento de velocidade e quilometragem nos treinos
• Excesso de subidas e pouco repouso nos treinos
• Falta de alongamento, aquecimento e flexibilidade muscular
• Fraqueza e desequilíbrio da musculatura
• Desidratação, alimentação incorreta e toxinas no organismo
• Doenças de base e medicamentos[/vc_column_text][/vc_tab][vc_tab title=”Sintomas” tab_id=”1413811986-2-381ee3-ca31″][vc_column_text]• Dor pela manhã ao caminhar, em trotes curtos e depois de repouso
• Dor ao direcionar o pé para cima (flexão dorsal passiva)
• Dores no local que não desaparecem após o aquecimento
• A área torna-se rígida, quente, inchada, avermelhada e dolorosa à palpação
• Estalidos iguais ao atrito de cabelos entre os dedos (crepitação)[/vc_column_text][/vc_tab][vc_tab title=”Tratamento” tab_id=”1413812182746-2-21ee3-ca31″][vc_column_text]• Aplicação de gelo
• Anti-inflamatórios
• Fisioterapia baseada no fortalecimento muscular excêntrico
• Correção de anormalidades como pronação ou supinação excessiva
• Exercícios de propriocepção e massagem
• Diminuição do ritmo de corrida até a cura completa
• Imobilização de seis a oito semanas
• Cirurgia[/vc_column_text][/vc_tab][vc_tab title=”Prevenção” tab_id=”1413812258134-3-91ee3-ca31″][vc_column_text]• Alongamento dos músculos e tendões da região, antes e depois da corrida
• Fortalecimento da panturrilha e da face anterior da perna
• Aumento máximo de 10% na carga semanal de treinos
• Palmilhas ou calcanheiras (sob orientação médica)[/vc_column_text][/vc_tab][/vc_tabs][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/2″][vc_accordion collapsible=”yes” active_tab=”false” el_class=”porquedoi”][vc_accordion_tab title=”RETORNO ÀS CORRIDAS”][vc_column_text]• Sem dor e inflamação, e após fortalecimento muscular
• Depois de fortalecer a panturrilha, evitando o esforço do tendão
• Alongamento dos músculos isquiotibiais (semitendinoso, semimembranoso e bíceps da coxa)
• Quantificar força e equilíbrio com teste isocinético para alta clínica[/vc_column_text][/vc_accordion_tab][/vc_accordion][/vc_column][vc_column width=”1/2″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text](Fonte Dr. Mauro César Mattos e Dinato, formado em medicina pela USP, especialista em medicina do esporte e cirurgia do pé e tornozelo pelo Hospital das Clínicas da FMUSP, médico do Instituto Vita)[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]