Síndrome da Plica Sinovial

Atualizado em 16 de outubro de 2019
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[vc_row][vc_column][vc_column_text]Por Gilberto Ungaretti | Infográfico Erika Onodera[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_gallery type=”image_grid” interval=”0″ images=”14926464962″ onclick=”link_no” custom_links_target=”_self” img_size=”full” el_class=”img-porquedoi”][vc_column_text]Mais complexa articulação do corpo, o  joelho  é um emaranhado de ossos, nervos, músculos e cartilagens que dificilmente apresenta problemas para quem o usa apenas para caminhar. Já os atletas que o forçam em corridas, mudanças de direção bruscas, rotações etc. estão sempre sujeitos a sofrer lesões. Entre elas, a síndrome da plica (ou prega) sinovial. O nome é uma referência ao tipo de articulação que caracteriza o joelho: articulação sinovial — ou seja, que é revestida por uma fina membrana, chamada sinovial, que secreta um lubrificante que reduz atritos.

Espécie de dobra na bainha dessa membrana, a síndrome da plica sinovial é considerada uma anomalia — característica do período embrionário, ela deveria ser absorvida pelo organismo no terceiro ou quarto mês de gravidez. Ainda assim, está presente no joelho de mais de 70% das pessoas, à razão de cinco plicas por joelho. Até aí, nada demais. O problema é quando ela se torna patológica (isto é, causa complicações), seja por sobrecarga, esforço repetitivo, traumatismos ou desalinhamento da perna.

Patológica
Possivelmente devido ao atrito com o fêmur, a membrana sinovial se inflama, fica mais espessa e apresenta o que os médicos chamam de “plica patológica” e ocorre a síndrome da plica sinovial. De acordo com o dr. Adriano Leonardi, médico ortopedista especialista em cirurgia do joelho, artroscopia e traumatologia do esporte, o atleta que apresenta plica sinovial patológica costuma se queixar de dor, estalidos durante o movimento do joelho, inchaço e, em casos mais graves, um certo bloqueio do movimento e “falha” do joelho enquanto anda ou corre.

É pior pela manhã
“A dor geralmente ocorre na região anterior e parte da região anteromedial da articulação (parte de dentro), e piora quando se realiza flexão do joelho ou quando se permanece por períodos prolongados com o joelho flexionado”, explica o dr. Adriano. “A síndrome da plica sinovial é pior pela manhã, diminuindo gradualmente à medida que o dia avança.”

Estima-se que em apenas 5% dos casos a síndrome da plica sinovial causa algum problema, como dores, inflamação e dificuldade no movimento.

Tão complicado quanto o nome da lesão é a identificação da síndrome da plica sinovial. Os sintomas são parecidos com os da síndrome femoropatelar, da bursite da pata-de-ganso, da osteocondrite dissecante e da lesão meniscal. Daí ser confundida com esses problemas. O diagnóstico geralmente é feito por exclusão. Para isso, depois de realizar o exame clínico, o médico pode solicitar alguns exames de imagem, como ressonância magnética.[/vc_column_text][vc_tabs interval=”0″ el_class=”porquedoi”][vc_tab title=”Causa” tab_id=”1413811986-1-480407-b46e”][vc_column_text]• Sobrecarga nos joelhos
• Esforço repetitivo
• Traumatismos
• Desalinhamento da perna
• Mudanças de direção bruscas
• Rotações[/vc_column_text][/vc_tab][vc_tab title=”Sintomas” tab_id=”1413811986-2-380407-b46e”][vc_column_text]• Dores na parte de dentro da articulação, que pioram quando se flexiona o joelho
• Estalidos durante o movimento
• “Falha” no joelho enquanto se anda ou corre[/vc_column_text][/vc_tab][vc_tab title=”Tratamento” tab_id=”1413812182746-2-20407-b46e”][vc_column_text]• Aplicação de gelo (duas a três vezes ao dia, por 15 a 20 minutos)
• Uso de anti-inflamatórios
• Fisioterapia
• Aplicação local de corticosteroide (infiltração)
• Laser de baixa intensidade
• Em último caso, ressecção (retirada) por uma artroscopia simples do joelho[/vc_column_text][/vc_tab][vc_tab title=”Prevenção” tab_id=”1413812258134-3-90407-b46e”][vc_column_text]• Pratique aquecimento e alongamento
• Escolha o tênis certo
• Reduza volume e intensidade, e evite descidas se sentir dor
• Fortaleça, use gelo e massageie os músculos[/vc_column_text][/vc_tab][/vc_tabs][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/2″][vc_accordion collapsible=”yes” active_tab=”false” el_class=”porquedoi”][vc_accordion_tab title=”RETORNO ÀS CORRIDAS”][vc_column_text]Quando conseguir, sem sentir dor:
• apalpar a região externa do joelho
• correr em linha reta, em velocidade
• dobrar todo o joelho, e retorná-lo[/vc_column_text][/vc_accordion_tab][/vc_accordion][/vc_column][vc_column width=”1/2″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text](Fontes: Adriano Leonardi, médico ortopedista especialista em cirurgia do joelho, artroscopia e traumatologia do esporte, membro do grupo de trauma no esporte da Santa Casa de São Paulo)[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]