Polinose

Atualizado em 04 de dezembro de 2014
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[vc_row][vc_column][vc_column_text]Por Gilberto Ungaretti | Infográfico Erika Onodera[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_gallery type=”image_grid” interval=”0″ images=”14926465426″ onclick=”link_no” custom_links_target=”_self” img_size=”full” el_class=”img-porquedoi”][vc_column_text]A chegada da primavera é sinônimo de corrida e caminhada pelos parques e ruas arborizadas das grandes cidades. É também sinônimo de problemas para os  alérgicos  ao pólen, uma vez que é nessa época que se inicia a floração da maior parte das plantas. Segundo os especialistas, o contato com a finíssima massa de poeira que voa das flores e, sobretudo, das gramíneas dá origem a um processo de alergia chamado polinose, ou doença polínica.

“Cerca de 12% das pessoas têm alergia ao pólen, a polinose, podendo chegar a 25% em algumas regiões do Rio Grande do Sul, onde a plantação de gramíneas trazidas pelos imigrantes europeus ocupa áreas extensas”, alerta Nelson Rosário Filho, diretor da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia.

Em geral, esses pólens são leves e, transportados pelo vento, em uma concentração entre 10 e 50 grãos por m³ de ar, podem causar problemas respiratórios, desde simples espirros e coceiras até a asma brônquica.

Nariz escorrendo, coceiras nos olhos e no nariz e falta de ar devido ao agravamento da asma são sintomas da crise da polinose, que pode comprometer o desempenho do corredor. Como o pólen se espalha no ar, não há muito o que fazer para evitar o contato. A solução é se submeter a um tratamento com medicamentos anti-histamínicos, que, consumidos antes da atividade física, bloqueiam a reação alérgica da polinose. Ou submeter-se à imunoterapia, popularmente conhecida como vacina antialérgica, que consiste na inoculação do extrato diluído do pólen.

Mais dois inimigos
Eventualmente, a polinose pode evoluir para outro (e mais grave) tipo de alergia: a anafilaxia, também desencadeado pela atividade física. Nesse caso, os sintomas mais característicos são “caroços” avermelhados que coçam, chiado, sensação de calor ou formigamento, desconforto respiratório e (nas reações mais agudas) até asfixia, com o fechamento da glote.

Há ainda uma terceira forma de alergia que atinge pessoas que praticam atividade física, chamada urticária colinérgica. “Quando uma pessoa corre, aumenta a temperatura interna de seu corpo, que libera uma substância na pele que desencadeia essa alergia, cujos sintomas são manchas vermelhas e coceiras na palma das mãos, no pescoço e no peito”, conta o dr. Nelson Rosário Filho.

Reação exagerada
Vale esclarecer o que acontece com nosso corpo durante o processo alérgico. “Trata-se apenas de uma reação exagerada do sistema imunológico contra uma substância que potencialmente não é agressiva”, explica o alergista. Traduzindo: mesmo que um grão de pólen não seja um inimigo implacável e perigoso, as defesas do nosso corpo lutarão bravamente para combatê-lo.[/vc_column_text][vc_tabs interval=”0″ el_class=”porquedoi”][vc_tab title=”Causa” tab_id=”1413811986-1-48bbc4-9310″][vc_column_text]• O contato com o pólen das flores e, sobretudo, de gramíneas, desde que em uma concentração acima de 10 grãos por m³ de ar, o que ocorre durante a primavera.[/vc_column_text][/vc_tab][vc_tab title=”Sintomas” tab_id=”1413811986-2-38bbc4-9310″][vc_column_text]• Espirros
• Coriza
• Coceira nos olhos e no nariz
• Olhos lacrimejantes e vermelhos
• Falta de ar devido ao agravamento da asma[/vc_column_text][/vc_tab][vc_tab title=”Tratamento” tab_id=”1413812182746-2-2bbc4-9310″][vc_column_text]• O uso de medicamentos que controlam os sintomas nasais e oculares.
• Submeter-se à imunoterapia, popularmente conhecida como vacina antialérgica.[/vc_column_text][/vc_tab][vc_tab title=”Prevenção” tab_id=”1413812258134-3-9bbc4-9310″][vc_column_text]• Aplicação de um anti-histamínico antes da atividade física.
• Aplicação preventiva de corticoides tópicos (aqueles sprays nasais), inalatórios ou antialérgicos via oral antes das atividades físicas.[/vc_column_text][/vc_tab][/vc_tabs][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/2″][vc_accordion collapsible=”yes” active_tab=”false” el_class=”porquedoi”][vc_accordion_tab title=”RETORNO ÀS CORRIDAS”][vc_column_text]• Apenas após o fim do processo inflamatório.[/vc_column_text][/vc_accordion_tab][/vc_accordion][/vc_column][vc_column width=”1/2″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text](Fontes: Dr. Nelson Rosário Filho, médico alergista formado pela Universidade Federal do Paraná (onde leciona atualmente) e diretor da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia)[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]