Para todos os gostos

Atualizado em 05 de julho de 2009
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Por Fausto Fagioli Fonseca

A ensolarada cidade de Fortaleza recebeu na manhã deste domingo, dia 5 de julho, a 8ª edição da Maratona Pão de Açúcar de Revezamento, disputada em grupos de dois, quatro ou oito pessoas, com largada às 6h30, em frente ao Ideal Clube.

O início de manhã com pouco sol e tempo fechado foi um alento para os milhares de corredores que se reuniram no aterro da Praia de Iracema para a disputa da prova de 42 km, mas, com o decorrer da prova, o já tradicional sol da capital cearense surgiu no céu.

“Realmente, aqui em Fortaleza é um sol para cada um”, brinca o industriário Carlos Augusto Bandeira Lavor, 49, que completou. “Mas nós já estamos acostumados, e isso não atrapalha a prova, que foi maravilhosa. O percurso é muito bonito, à beira-mar, e, no geral, bem plano, com apenas algumas subidinhas leves”, falou Lavor, que correu 10 km, junto com outros três corredores.

Por incentivo das amigas
Há sete anos, enquanto fazia sua tradicional caminhada pela orla da praia, em Fortaleza, Caroline Lemos Guimarães, 31, ouviu alguém chamá-la. Era uma amiga sua, que costumava correr por lá. Depois de um tempo de conversa, Caroline foi convencida a acelerar um pouco os passos e, assim, começou a correr.

“Desde que comecei a correr, não parei mais”, fala a atleta, que comenta sobre a prova. “Esta é uma da melhores corridas de Fortaleza. É bem organizada e conta com um percurso muito bonito”, diz.

“O horário da largada eu considero ótimo, já que estou acostumada a acordar às 5h30 para treinar todos os dias. O organismo não diferencia dia de semana com domingo, e, desde que comecei a praticar o esporte, mudei meus hábitos totalmente”.

Primeira depois da lesão
Após um ano longe das ruas, por causa de uma lesão no joelho, a gerente de negócios Ana Cristina Fernandes Leite, 34, participou nesta manhã de domingo de sua primeira prova de revezamento.

“Depois que me recuperei da contusão treinei por dois meses para esta prova, e me sinto muito feliz de poder voltar. Corri, junto com outras sete mulheres que faziam parte do meu grupo. 5 km e a sensação é maravilhosa, ainda mais nesta prova, que é linda”.

Das águas para as ruas
O servidor público Anderson Braga Marcelino, 48, corre há quatro anos, quando largou a piscina e decidiu se dedicar à velocidade. “Eu era nadador, mas comecei a treinar corrida também e me empolguei. Hoje me dedico totalmente a este esporte. Já participei de várias maratonas”, diz o atleta.

Para Marcelino, nem a chuva forte na noite anterior foi suficiente para estragar o evento de hoje. “Aqui em Fortaleza, quando chove, as ruas costumam ficar meio esburacadas. Mas a organização estava muito preparada, e cobriu com cones os buracos, o que ajudou demais, evitando lesões decorrentes de possíveis acidentes”, completou o corredor, que participará, em setembro, da Maratona de Berlim.