Os melhores do mundo

Atualizado em 24 de agosto de 2009
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Por Fausto Fagioli Fonseca

Neste domingo, dia 23 de agosto, chegou ao fim o Campeonato Mundial de Atletismo 2009, evento realizado em Berlim, capital da Alemanha. Após nove dias de disputa, alguns destaques merecem atenção especial, como o Jamaicano Usain Bolt, que deixou a competição com três medalhas de ouro e dois recordes mundiais.

Logo no segundo dia de competição, o atual campeão olímpico nos 100m e 200m rasos não tomou conhecimento do americano Tyson Gay e de seu compatriota Asafa Powel e cravou um novo recorde na distância, com o tempo de 9s58 na prova mais rápida do atletismo. Quatro dias depois, na disputa dos 200 metros, o velocista novamente espantou o público presente no Estádio Olímpico de Berlim ao fazer 19s19.

Para completar sua participação quase perfeita, Bolt conseguiu ainda mais um ouro, desta vez no 4x100m. Junto com Steve Mullings, Michael Frater e Asafa Powell, o homem mais rápido do mundo colocou seu país mais uma vez no lugar mais alto do pódio. O time da Jamaica também quebrou o recorde da competição, com o tempo de 37s31.

Hegemonia
Quando falamos das provas de fundo realizadas em pista, como as dos 5 mil e 10 mil metros, o primeiro nome a ser citado não pode ser outro que não Kenenisa Bekele. Detentor dos recordes mundiais de ambos os percursos, com 12min37s e 26min17s, respectivamente, o corredor etíope é considerado um dos maiores da história no esporte.

Neste Campeonato Mundial, Bekele não decepcionou. A começar pela prova maior, de dez mil metros. Apesar da concorrência do eritreu Zersenay Tadese, que seguiu o corredor da Etiópia até os últimos 400 metros, Bekele conseguiu abrir no final, e concluiu o percurso em 26min46s, recorde da competição.

Nos 5 mil metros, Bekele teve um pouco mais de dificuldade, por conta da presença do experiente americano Bernard Lagat. Em um final emocionante, com os dois alternando a liderança, o etíope venceu a prova com o tempo de 13min17s09. Lagat, segundo colocado, cravou a marca de 13min17s33.

A mais tradicional
Na disputa da prova mais nobre do atletismo, a maratona, o que se viu foi amplo domínio dos países africanos, sobretudo do Quênia, que com um pelotão formado por Abel Kirui, Emmanuel Mutai e o experiente Robert Cheruiyot dominou a prova desde o início.

Nem os fortes etíopes Tsegay Kebede, Yemane Tsegay e Deriba Merga conseguiram segurar os quenianos, que levaram as medalhas de ouro e de prata, com Kirui, 2h06min54s (novo recorde do campeonato) e Mutai, 2h07min48s.

Porém, se entre os homens os países da África levaram a melhor, na disputa feminina quem ficou com o ouro foi uma jovem chinesa de apenas 20 anos. Com o tempo de 2h25min15s, Xue Bai deixou para trás a japonesa Yoshimi Ozaki, segunda colocada, com 2h25min15s e a etíope Aselefech Mergia, que completou o percurso de 42 km em 2h25min32s.

Decepção verde e amarela
Sem muita tradição no atletismo, o Brasil não fez bonito em Berlim. Nem mesmo as favoritas à medalha Maurrem Maggi, do salto em distância, e Fabiana Murer, do salto com vara, conseguiram um lugar no pódio.

Na maratona, o bicampeão de Nova York, Marilson Gomes dos Santos, acompanhou bravamento os africanos na primeira metade da prova, mas depois perdeu contato com os líderes e ficou na 16ª posição, com 2h15min13s.

Adriano Bastos foi além das expectativas em Berlim e melhorou seu recorde pessoal na competição, ao cruzar a linha de chegada na 19ª colocação, em 2h15min39s. José Teles ficou em 23º, com 2h16min40s.

Nas provas de velocidade o país também não foi bem. O melhor resultado foi o 5º lugar no revezamento 4x100m feminino, com Rosemar Maria Neto, Lucimar Aparecida de Moura, Thaissa Presti e Vanda Gomes, que fizeram o tempo de 43s13.