Na batida certa

Atualizado em 06 de março de 2011
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Amigo do peito
O uso de monitor cardíaco durante a corrida permite aos atletas controlar melhor a intensidade dos treinamentos. Isso, além de diminuir os riscos de lesões, contribui para uma evolução mais rápida no condicionamento físico. “Trabalhar com base nas frequências cardíacas é muito mais correto e seguro,
Pois fica mais fácil conhecer os limites do corpo e planejar objetivos possíveis de serem alcançados em determinado espaço de tempo”, diz o treinador Marcello Butenas.

Teste ergoespirométrico
O primeiro passo antes de começar a correr com um frequencímetro é realizar uma avaliação médica e fazer um exame ergoespirométrico, para conhecer os limites das frequências cardíacas de trabalho. “Os resultados obtidos serão utilizados para estabelecer as bases do treinamento. Sem esta avaliação, o monitor cardíaco pode não ter nenhuma funcionalidade para o corredor”, diz o cardiologista Hélio Castello, que recomenda aos atletas fazerem uma nova avaliação no período de seis meses a um ano.

Sem fórmulas mágicas
Os resultados obtidos com fórmulas matemáticas existentes para se calcular a frequência cardíaca máxima não devem ser tomados como base para os treinamentos, pois muitas vezes apresentam valores que não condizem com a realidade do atleta. “Os cálculos não respeitam um dos princípios mais importantes da corrida, que é o da individualidade”, afirma Butenas. “Essas fórmulas são baseadas na idade, mas uma pessoa sedentária de 30 anos não terá o mesmo condicionamento de outra que sempre praticou esportes”, completa Castello.

Alterações nos batimentos
Algumas situações do dia a dia, como distúrbios do sono, má alimentação e estresse, podem elevar os batimentos cardíacos. Caso isso ocorra, os corredores que utilizam frequencímetros precisam ter conhecimento do próprio corpo e saber o momento de alterar o ritmo ou até mesmo a programação de um treinamento. “Se sentir que a frequência cardíaca está alta, o corredor pode replanejar o treino e fazer algo um pouco mais leve. Deixar o trabalho mais forte para um dia em que ele se sinta mais descansado”, orienta Butenas. “Os batimentos ainda podem subir quando a pessoa muda o horário do treino ou o sol está muito forte. Na esteira também existe uma alteração, porque o corpo transpira mais para manter a temperatura”, alerta o treinador Kim Cordeiro. “Antes de mexer no treino, o corredor precisa perceber se o aumento nos batimentos cardíacos é um sinal de cansaço ou foi provocado por fatores externos.”

O modelo ideal
É possível encontrar no mercado modelos de monitores cardíacos com as mais diversas funções. O mínimo que o corredor precisa é de um frequencímetro que possua cronômetro. “Mas equipamentos com recursos avançados, que permitem a criação de gráficos ou mostram a variação cardíaca conforme a altimetria do percurso, além de serem úteis, muitas vezes servem como uma motivação extra para os atletas, que começam a comparar os números dos diferentes treinos e ficam empolgados para buscar novos resultados”, diz Cordeiro.