Esporte e segurança

Atualizado em 06 de fevereiro de 2009
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Por Hélio Castello*

Quando paramos para observar o dia-a-dia da nossa cidade e principalmente do nosso país, percebemos o quanto teremos que evoluir na educação e na política para que possamos nos equiparar aos países ditos desenvolvidos ou do primeiro mundo. O pior é que a diferença não está apenas no dinheiro, ou seja, na renda per capita ou nas reais oportunidades de crescimento social da nossa população, mas principalmente na educação que recebemos e nos nossos hábitos.

Sou um brasileiro, paulistano, de classe média e graças ao esforço de minha família tive oportunidade de receber educação e estudo, mas acho que independente de nossa cultura, de nossa classe social, de nosso nível de escolaridade e, principalmente, do dinheiro que possuímos no bolso, nossos pais nos ensinaram a respeitar o próximo, mesmo quando desconhecido ou distante.

Quando caminhamos ou dirigimos em uma cidade daqueles países desenvolvidos, notamos, de um modo geral, uma sensação de respeito pelo ser humano, pelas pessoas que caminham e pelas pessoas que pedalam. O carro ocupa um grande espaço, mas as pessoas são valorizadas, mantendo sempre a máxima “nosso espaço começa quando acaba do outro”.

Escrevo mensalmente uma coluna neste site visitado por muitas pessoas que praticam esportes, correm, pedalam e curtem parte do seu tempo cruzando nossas ruas e avenidas em busca de melhorar a qualidade de vida.

Desta vez, eu não darei dicas de saúde, nem falarei dos cuidados com o coração, mas tentarei tocar o coração das pessoas que viram uma ciclista morrer atropelada na região nobre de nossa cidade, para que cada vez que sairmos praticando esporte tomemos muito cuidado e, mais ainda, quando sairmos dirigindo um automóvel tenhamos cuidados redobrados e respeitemos sempre o próximo como nossa mãe nos ensinou.

Praticar esporte é ótimo! E será que nós, como cidadãos, estamos preparados para isso?

* Hélio Castello é cardiologista, diretor da Angiocardio e coordenador do centro de hemodinâmica e intervenções cardiovasculares do Hospital Bandeirantes (SP).