Dicas para o treinamento no inverno

Atualizado em 04 de agosto de 2017
Mais em

Com a chegada do frio aumenta a incidência das doenças respiratórias, mas não é necessário reduzir os treinos por isso. Tosses, gripes e resfriados aparecem mais intensamente, mas há explicações para sermos alvo dessas doenças que nos afetam com maior freqüência no inverno.

Segundo alguns especialistas da área de pneumologia, no inverno há menos circulação de ar, porque as pessoas costumam fechar as janelas para escapar do frio, o que facilita as infecções virais, tais como, gripes e resfriados. “O resfriamento do ar também pode causar liberação de mediadores em pacientes asmáticos, com a diminuição das chuvas, há uma maior quantidade de poluentes acumulados no ar, agravando a condição desencadeante de broncoespasmo (contração dos brônquios) e inflamação das vias áreas”.

Mesmo ficando mais frágeis, não precisamos nos esconder das baixas temperaturas, embaixo das cobertas. O frio não deve atrapalhar no planejamento dos treinos, incluvise, treinar no frio ajuda no desempenho, pois com a baixa temperatura os corredores tendem a melhorar seu rendimento.

Quando praticamos qualquer atividade podemos produzir até dez vezes mais calor, comparado ao nosso metabolismo basal (de repouso), se a temperatura do ambiente for mais baixa que a interna, tende a ocorrer um equilíbrio. Diferentemente do calor, onde a tendência é ocorrer um superaquecimento maior.

Não existe uma regra para correr no frio, basta usar o bom senso. O importante é evitar os extremos, pois não é indicado correr em lugares totalmente fechados e nem correr ao ar livre quando em temperaturas muito baixas, que pode acarretar num caso de hipotermia.

A hipotermia ocorrer quando o corpo perde muito calor para o ambiente, diminuindo a temperatura corporal central, os sintomas variam, em casos moderados, a presença de frio e arrepios, letargia, confusão mental e alucinações. Nos casos extremos onde diminui muito nossa temperatura, chegando a 32º (sendo que nossa temperatura varia de (36,5º a 37º), pode ocorrer queda de pressão arterial, edema pulmonar e ate uma parada cardíaca, levando a morte. Mas isso é só em casos bem extremos, pois durante o exercício físico a produção de calor é suficiente para prevenir a hipotermia.

Para quem tem problemas respiratórios, praticar atividade física não é empecilho, quando bem orientada, colabora muito com o individuo. A corrida pode ser praticada para que tem problemas respiratórios, pois proporciona melhora das capacidades pulmonar, ventilatória e respiratória. A única ressalva a ser feita para os que têm problemas respiratórios, é que os exercícios devem ser feitos de acordo com as limitações respiratórias de cada um.

Dicas para correr no frio

  • Faça um aquecimento antes de começar seu treino, de 10 a 15 minutos, num ritmo bem leve, assim prepara seu organismo e vai equilibrando a respiração;
  • Proteja o corpo com roupas adequadas para correr no frio, e proteja bem o peito por reunir órgãos vitais;
  • Vista roupa seca logo após a treino, roupa e corpo úmidos de suor aumenta o risco de hipotermia, pois a pele úmida facilita a perda de calor;
  • Não esqueça da hidratação, mesmo no inverno é necessário e ingestão de bebidas esportivas ou água, antes durante e após a atividade.